Leonardo Augusto/Estadão
Leonardo Augusto/Estadão

Sobe para seis número de mortes suspeitas por contaminação em cerveja da Backer

De acordo com Secretaria Estadual da Saúde, além de uma morte na madrugada desta segunda-feira, houve outro caso no final de semana; Minas já tem 30 casos suspeitos de contaminação por dietilenoglicol na bebida

Leonardo Augusto, especial para O Estado de São Paulo

03 de fevereiro de 2020 | 11h18
Atualizado 03 de fevereiro de 2020 | 19h01

BELO HORIZONTE - Subiu para seis o número de mortos por suspeita de contaminação com a substância dietilenoglicol depois de terem bebido cerveja fabricada pela Backer. Além da confirmação de mais uma morte, nesta madrugada, de um homem de 74 anos que estava internado no Hospital Madre Tereza, na capital, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais informou em boletim divulgado na tarde desta segunda-feira, 3, que um outro homem também morreu no sábado, 1.

Outras quatro mortes já tinham sido anunciadas. Dos seis casos, há confirmação da presença do dietilenoglicol em um. Os outros cinco casos seguem em investigação. São quatro homens que morreram em Belo Horizonte nos dias 15 e 16 de janeiro, no último sábado, 1, e nesta segunda, 3, além de uma mulher que faleceu em 28 de dezembro, em Pompéu.

Conforme a secretaria, "essas pessoas estão entre os casos suspeitos e a confirmação sobre a causa da morte depende do resultado de análises laboratoriais". Até esta segunda-feira, 3, foram notificados 30 casos suspeitos de contaminação pelo dietilenoglicol.

O homem que morreu na madrugada desta segunda-feira, 3, tinha 74 anos e estava internado no Hospital Madre Tereza, na região oeste de Belo Horizonte. A Polícia Civil investiga o caso. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, o homem está entre as pessoas que constam no inquérito que apura mortes provocadas pelo consumo da cerveja Belorizontina, da Backer. Exames comprovaram a presença da substância em pelo menos parte da produção da cervejaria. Os nomes das vítimas não foram divulgados pela polícia.

Procurada, a Backer informou que continua colaborando com as investigações e que "em relação às mortes ocorridas por suspeitas de intoxicação por dietilenoglicol, a empresa compartilha da dor dos familiares das vítimas e, ainda que inconclusas as investigações sobre o acontecido, continua prestando o suporte necessário a todos os atingidos."

Análises do Ministério da Agricultura identificaram contaminação por etilenoglicol ou dietilenoglicol em 41 lotes contaminados em dez rótulos da Backer. São eles: Belorizontina, Backer Pilsen, Backer Trigo, Brown, Backer D2, Capixaba, Capitão Senra, Corleone, Fargo 46 e Pele Vermelha. 

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