Jacky Naegelen|Reuters
Jacky Naegelen|Reuters

Idoso morre após levar 1,5 mil picadas de abelhas em Ribeirão Preto

Homem de 80 anos limpava um terreno quando foi envolvido pelo enxame; ele tentou fugir, mas teve dificuldade para abrir o portão

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

07 Abril 2017 | 09h26

SOROCABA – O idoso Miguel Luiz de Oliveira, de 80 anos, morreu após ser atacado por um enxame de abelhas africanizadas, nesta quinta-feira, 6, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Os médicos que atenderam a vítima estimaram em 1,5 mil as ferroadas espalhadas pelo corpo.

Oliveira fazia a limpeza de um terreno, no Parque das Figueiras, zona norte da cidade, quando foi envolvido pelo enxame. Ele tentou fugir, mas teve dificuldade para abrir o portão que havia fechado após sua entrada. O Corpo de Bombeiros foi acionado e já encontrou o homem caído. Outros moradores que tentaram ajudar a vítima também receberam ferroadas.

O idoso morreu de parada cardiorrespiratória decorrente do veneno contido nos ferrões. De acordo com família, apesar da idade e de ser aposentado, Oliveira tinha muita saúde e continuava trabalhando em limpeza de terrenos.

Antídoto. Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Botucatu estão testando em humanos o primeiro soro contra picadas de abelhas do mundo. O antídoto, desenvolvido a partir do veneno das próprias abelhas, já foi aplicado em nove pessoas com resultados satisfatórios. Os ensaios clínicos foram autorizados em abril de 2016 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Na fase atual, a pesquisa avalia a segurança do produto aplicado nos pacientes. O antídoto ainda tem de passar por uma próxima fase com um número maior de pacientes para avaliação de sua eficácia. Só depois será encaminhado à Anvisa pedido de liberação para o uso na rede de saúde.

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