Igreja subestimou força do PCC

A Igreja já sabia da existência do PCC (Primeiro Comando da Capital) desde junho de 97. Um documento, obtido com exclusividade pelo Jornal da Tarde, relata uma reunião entre representantes da Pastoral Carceráia e o então arcebispo de São Paulo, d.Paulo Evaristo Arns. Apesar de reconhecer a existência do PCC, a pastoral minimizava a importância daquela que se tornaria a maior e mais rebelde facção criminosa dos presídios. Diante da pergunta "existe o PCC?", a pastoral informava que a organização existia, mas era "fraca" e sua dimensão, na época, não se enquadrava "nos moldes denunciados pela imprensa". Já o então secretário de Administração Penitenciária, João Benedicto de Azevedo Marques, imaginava que o PCC se tratava de uma organização imaginária. "É uma ficção, uma bobagem. Estou absolutamente convencido disso. Sou secretário há quase dois anos e nunca vi qualquer manifestação desse grupo", declarou Azevedo Marques à imprensa na ocasião.Leia Mais

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.