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Missa na Sé tem álcool em gel na comunhão e fitas para separar fiéis

Igrejas católicas retomam celebração com fiéis; perto de 50 pessoas acompanharam a cerimônia do meio-dia desta segunda; entrada do público foi feita pela porta lateral, mais estreita, para facilitar a higienização de quem chegava

Goncalo Junior, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2020 | 13h58

SÃO PAULO - Com álcool em gel na hora da comunhão, uso de máscaras e distanciamento entre os fiéis, a catedral da Sé retomou as missas com a presença do público nesta segunda-feira na Praça da Sé, região central de São Paulo. A reabertura das Igrejas Católica e Ortodoxa acompanha um protocolo de retomada gradual, aprovado pela prefeitura do município, durante o período de quarentena.

Desde março, as celebrações religiosas e demais atividades pastorais das paróquias e comunidades da Arquidiocese de São Paulo estavam acontecendo sem a presença de fiéis. As atividades foram suspensas desde março, quando foi implantada a quarentena em São Paulo por causa do novo coronavírus. Neste domingo, a igreja já havia realizado uma espécie de ensaio que funcionou como um teste para a reabertura nesta segunda-feira.

Cerca de 50 pessoas acompanharam a missa do meio-dia. A igreja da Sé estava preparada para receber cerca de 240 pessoas, um terço da capacidade permitida neste momento. A entrada do público foi feita pela porta lateral, mais estreita, para facilitar a higienização de quem chegava com álcool em gel. Não houve medição de temperatura. Na hora da celebração, uma das principais mudanças adotadas na principal catedral de São Paulo foi o distanciamento entre os fieis. Cada banco só comportava três pessoas, separada por fitas adesivas. A ocupação dos bancos teve de ser feita de modo alternado, sempre com espaços vazios entre as fileiras. O uso de máscaras era obrigatório, mas nem sempre correto. Muitos deixavam a máscara no queixo. 

Outra mudança importante foi o momento da comunhão. Antes de receber o sacramento, os fieis recebiam álcool em gel nas mãos, oferecido pelos funcionários da igreja. O momento também foi feito em silêncio sem a tradicional troca de palavras entre o padre e o fiel. 

A hora da comunhão era o momento mais esperado pelo vendedor Daniel Sbanzione. “Eu sempre acompanhei as missas pela internet e também pela televisão, mas faz muita falta o contato físico e, principalmente, a comunhão”, disse o fiel de 42 anos.

A professora Osmarina Molina, de 61 anos, fez questão de acompanhar a missa no primeiro dia de retomada. Ela pediu que o filho a levasse de Interlagos, zona sul de São Paulo, até a região central. “A gente agradece todos os esforços para a transmissão das missas, mas o encontro presencial é muito diferente. Essa é a casa de Deus”, disse a educadora.

As normas para reabertura das igrejas foram apresentadas na quarta-feira, 24, pela Arquidiocese de São Paulo. De acordo com o protocolo sanitário, as igrejas devem evitar aglomerações e respeitar o espaço mínimo de 1,5 metro entre pessoas e oferecer álcool em gel na entrada e saída dos ambientes. “Em algumas igrejas, nós percebemos a presença de pessoas rezando nas calçadas, perto das igrejas. Eles estavam com saudades. Era o momento de voltar”, avaliou o padre Bruno Vivas, secretário executivo da Arquidiocese de São Paulo.  

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