Ilhabela também suspenderá taxa ambiental

Contrato vence no fim do mês e prefeito diz que ela só deu prejuízo

Simone Menocchi, TAUBATÉ, O Estadao de S.Paulo

09 de janeiro de 2009 | 00h00

Assim como fez com a polêmica lei que limita a quantidade de carros em Ilhabela, no litoral norte paulista, o prefeito recém-empossado Toninho Colucci (PPS) pretende extinguir a lei que permite a cobrança da Taxa de Preservação Ambiental. Carros que entram na ilha pagam R$ 2. Para Colucci, essa lei gera mais prejuízos do que receita para a administração. "Em sete meses em vigor, os gastos foram maiores com a manutenção do contrato com a empresa que faz a cobrança do que a arrecadação. Pelo que pude levantar, houve prejuízo de R$ 200 mil." A lei ficará em vigor somente até o final deste mês, quando vence o contrato com a empresa que faz a cobrança.A lei que limitava a quantidade de carros na ilha em 12 mil veículos durou nove meses. Mas, na prática, não saiu do papel - e já teve o seu fim decretado. Os turistas nem perceberam que ela estava em vigor, já que ninguém nesse período foi impedido de entrar na ilha, um dos pontos mais concorridos do litoral paulista. "Fomos para a ilha no réveillon sem saber dessa lei. Ainda bem que não nos impediram de entrar", conta a funcionária pública Helena Carvalho, de São José dos Campos. Assim como a família de Helena - quatro pessoas em um carro - outros 23 mil veículos entraram livremente na ilha entre o Natal e o ano-novo, segundo contagem da Dersa, concessionária que administra a travessia de balsa. Colucci decidiu suspender a lei que, segundo ele, "mais divulgava negativamente a ilha do que qualquer outra coisa e nunca saiu do papel". E a medida, considerada como uma afronta política, teve justificativa: "Não ajudou em nada o trânsito da cidade." Em Ilhabela uma única avenida interliga os bairros e em fins de semana prolongados forma-se um grande congestionamento entre as praias e no acesso à balsa."Essa lei na verdade nunca foi aplicada, porque não há controle exato do numero de veículos que entram e saem", considera o prefeito. A travessia de balsa entre São Sebastião e Ilhabela tem cinco embarcações. Quando todas estão em pleno funcionamento, passam 300 carros para a ilha por hora.CARNAVALSe tudo funcionar bem, entram na ilha 7.200 veículos por dia. A lei limitava em 12 mil. Para o novo prefeito, o próximo desafio será o carnaval. "Vamos planejar ações como um possível rodízio de carros em alguns trechos da cidade e horários, um bolsão de estacionamento para que o turista seja incentivado a ir à vila a pé e também obras emergenciais no acesso à balsa, o que vai facilitar a saída e entrada."Para o próximo ano, estão previstas obras de aumento de ciclovias e a melhoria no transporte público, o que deve facilitar a vida dos turistas.

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