Ilhota decreta emergência por causa das chuvas

Cidade foi uma das mais atingidas em tragédia no ano passado em SC

Júlio Castro, O Estadao de S.Paulo

01 Agosto 2009 | 00h00

Passados quase nove meses da tragédia das chuvas que deixou 135 mortos em Santa Catarina, Ilhota, no Vale do Itajaí, uma das cidades mais atingidas do Estado - somente lá foram registradas 47 vítimas -, voltou a conviver com o drama dos deslizamentos de terra. A prefeitura de Ilhota decretou, na manhã de ontem, situação de emergência em decorrência das fortes chuvas dos últimos dois dias e removeu famílias das áreas que mais oferecem perigo. Uma das regiões mais atingidas é a do complexo do Baú. Pelo menos 14 famílias que estavam isoladas no local foram retiradas pelos bombeiros voluntários e outras seis, em Blumenau, foram levadas para a casa de parentes ou amigos. O início das aulas em duas escolas do complexo do Baú foi adiado para a próxima quinta-feira, dia 6. Ainda nos municípios de Blumenau, Brusque e Luis Alves foram feitos registros de deslizamentos de terra. A situação de emergência facilita a tomada de ações pelo município para restabelecer a normalidade e permite pedir ajuda aos governos federal e estadual para a recuperação da cidade. O diretor estadual da Defesa Civil, Márcio Luiz Alves, ressaltou que os deslizamentos e escorregamentos na região do Vale do Itajaí estão acontecendo nas mesmas áreas afetadas pelas chuvas de novembro do ano passado. A Defesa Civil Estadual reforça o alerta para o risco de alagamentos e deslizamentos por causa das chuvas previstas em todo Estado até hoje, conforme o principal instituto meteorológico do Estado (Epagri/Ciram). Ontem, o tempo continuou instável, com chuvas no início e no fim do dia do oeste ao planalto sul de Santa Catarina. No litoral, Vale do Itajaí e planalto norte, a chuva ocorre de forma mais persistente e volumosa, em especial na faixa leste do Estado.DESABRIGADOSSanta Catarina ainda não se recuperou nem mesmo da tragédia de novembro do ano passado. Atualmente, 2.637 pessoas ainda estão desabrigadas e outras 9.390 permanecem desalojadas. Duas vítimas dos deslizamentos nunca foram encontradas pelo Corpo de Bombeiros - Larissa Schawanbach, de 11 meses, que morava em Ilhota, e Erna Iolanda Cipriano, de 79 anos, que desapareceu em Gaspar.

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