Imbróglio na Justiça deixa jato Legacy ao relento

Há quase 11 meses, o jato Legacy que colidiu com o Boeing 737-800 da Gol, matando 154 pessoas, está ao relento no pátio da Base Aérea da Serra do Cachimbo, no Pará. Apesar das diversas tentativas, os advogados da empresa norte-americana ExcelAire - proprietária do avião - ainda não conseguiram convencer a Justiça brasileira da necessidade de se remover a aeronave para um espaço adequado. Enquanto isso, os delicados circuitos eletrônicos do jato avaliado em R$ 53 milhões estão se deteriorando por falta de uso.No atual estágio do processo judicial, o imbróglio tende a ser mais prejudicial às famílias das vítimas do que à ExcelAire. Isso porque, em maio, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal acatou recurso movido pelo marido de uma das vítimas e bloqueou os bens da companhia no Brasil. Ou seja: caso os pilotos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino sejam responsabilizados pelo acidente e a ExcelAire se declare incapaz de ressarcir as famílias, parte das indenizações poderia ser paga com a venda do jato.A primeira solicitação dos advogados da companhia, feita no ano passado, era para que a Justiça autorizasse a construção de uma cobertura para o Legacy, a fim de evitar dados à fuselagem. O pedido, porém, foi negado. Recentemente, a defesa da ExcelAire ingressou com novo requerimento, desta vez pleiteando liberação para que o avião fosse consertado. O pedido está sendo analisando, já que, antes de se mexer na aeronave, ela tem de passar por uma perícia.

O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2019 | 00h00

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