IML conclui identificação de mortos da rebelião em RO

O Instituto Médico Legal (IML) terminou às 5h40 de hoje o trabalho de identificação de 27 presos mortos durante a rebelião no presídio Urso Branco, em Porto Velho, incluindo a cabeça encontrada sem o corpo no pátio do pavilhão de segurança máxima. Trata-se de Gilson Ferreira de Souza, que cumpria pena por homicídio. Até às 8h30, o IML havia liberado 20 corpos para serem velados e sepultados pela família. Em um deles, os peritos contaram 63 perfurações de estilete. Segundo a Polícia Militar, a situação está sob controle no presídio.Uma lista parcial havia sido divulgada ontem pelo vice-governador Miguel de Souza, que nomeou os delegados José Gentil e Alessandra Paraguaçu, da Delegacia Especializada de Crimes Contra a Vida, para investigar a matança. Depois de várias informações desencontradas, a polícia concluiu que as mortes foram resultados de brigas entre grupos rivais. "Eles (os mortos) estavam jurados de morte", disse o arcebispo de Rondônia, d. Moacyr Grechi, que esteve dentro do presídio e ouviu a polícia contar 45 mortos.A tragédia serviu para o governo acelerar a construção de presídios de segurança máxima em duas cidades. "Antes não havia dinheiro para reformar o Urso Branco mas a matança serviu para alertar as autoridades", disse o gerente do sistema prisional Rogério Lucena. Vários presos querem ser transferidos para outros Estados mas há muita dificuldade para a remoção dos mais perigosos.

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