IML do Rio identifica quatro dos 19 mortos em Ilha Grande

Corpos foram transportados de helicóptero, e seriam de vítimas na Pousada Sankay e em casas adjacentes

Alessandra Saraiva e Marcelo Auler, de O Estado de S.Paulo,

01 Janeiro 2010 | 22h06

O Instituto Médico Legal (IML) do Rio identificou no início da noite desta sexta-feira, 1º, quatro dos oito corpos de vítimas do desabamento que atingiu a Praia do Bananal, na Ilha Grande, e que foram transportados para a capital do Estado.

 

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São eles: Renato de Assis Repetto, cuja idade não foi revelada; sua mulher, Ilza Maria Roland, de 50 anos, e as crianças, Gabriela Ribaski Repetto, de nove anos, e Geovana Ribaski Repetto, de 12 anos, todos da mesma família.

 

As crianças são filhas de Cláudia Cristina Repetto, de 42 anos, que está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Copa D'or, em Copacabana, zona sul do Rio, com fraturas em duas vértebras. Segundo informações do hospital, até o início da noite de ontem Claudia estava sedad, e ainda não sabia da morte das filhas.

 

Os corpos das vítimas chegaram de helicóptero ao IML do Rio, e seriam de vítimas que estavam na Pousada Sankay e em casas atingidas pelo deslizamento em Ilha Grande. Na tarde desta sexta, o diretor de Polícia Técnica do Rio, Marcos Neves, tinha esperanças de identificar as vítimas por meio de exame papiloscópico (com impressões digitais). Segundo estimativas de Neves, espera-se que até sábado, no máximo, seja realizada a identificação dos corpos que deram entrada no IML.

 

O diretor do IML do Rio, Frank Perline, informou que 22 profissionais de plantão estão disponíveis para a identificação das vítimas. De acordo com Perline, com esse grupo será possível realizar dez necropsias por hora.

 

Os corpos foram trasladados para o Rio de Janeiro porque o IML de Angra dos Reis tem capacidade de fazer no máximo 10 necropsias por dia e estava com sua capacidade esgotada, atendendo as vítimas do desabamento do Morro da Carioca, no centro da cidade.

 

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