IML "esquece" corpo preso em elevador enguiçado

Após o susto pela morte de Ednilson Mendes Torres, de 55 anos, que sofreu um enfarte dentro de um ônibus na tarde de ontem, a família do aposentado passou por um pesadelo durante a madrugada. Levado para o Instituto Médico Legal, o corpo de Torres desapareceu. Depois de muita procura, os funcionários descobriram o cadáver preso dentro de um elevador enguiçado. Nem assim a novela teve fim: a empresa de manutenção Tonus Elevadores foi chamada, mas só apareceu de manhã. A família garante que o corpo de Torres entrou no IML no final da tarde de quarta-feira e deveria ser liberado para o velório à noite, no mesmo dia. A versão do IML é de que o corpo teria chegado às 23h45, seguindo para a sala de necrópsia, no térreo. Após ser liberado foi transferido para quarto andar, onde ficam as geladeiras. Ficou no meio do caminho.O problema é que os cadáveres costumam ser transferidos sozinhos de um andar para o outro. "É rotina", explicou em nota o diretor Roger Ancillotti, negando que tenha havido negligência por parte dos funcionários. Ancillotti disse ainda que os funcionários perceberam o "sumiço" uma hora e meia depois e avisaram à família. Durante o tempo da procura, parentes de Torres passaram por momentos de terror. Tiveram que procurar o corpo em várias geladeiras abertas pelos funcionários. Nenhum cadáver era o de Torres. "O filho dele ficou transtornado por ter que puxar gavetas, fazer o reconhecimento. Só depois de algum tempo é que ouvimos os funcionários dizerem que talvez ele estivesse lá dentro (do elevador), mas a confirmação oficial só veio por volta de 10 horas da manhã", contou Washington Luís dos Santos, cunhado do morto. Finalmente, Torres foi enterrado com duas horas de atraso no cemitério de Irajá, na zona norte, no início da tarde.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.