IML identifica 15 presos mortos em incêndio em cadeia de MG

Governo de Minas Gerais admite que pode indenizar famílias dos 25 presos mortos na madrugada de quinta

Fabiana Marchezi, do estadao.com.br,

24 Agosto 2007 | 15h44

O IML identificou 15 dos 25 presos que morreram em um incêndio na cadeia de Ponte Nova, em Minas Gerais, na madrugada de quinta-feira, 23. Por volta da 1 hora, detentos de uma gangue que disputava o controle da cadeia conseguiram chegar ao corredor e atearam fogo em colchões, provocando um grande incêndio em uma das celas, onde estavam os 25 presos que morreram carbonizados.  Presos põem fogo em cadeia e 25 morrem em MinasFamílias ficam sem notíciasAécio abre processo para apurar mortes em prisão de MG  A Secretaria de Estado de Defesa Social divulgou o nome dos presos identificados até a tarde desta sexta-feira, 23. São eles: Antônio Henrique Barbosa, de 38 anos; Bruno da Silva Simplício, de 22 anos; Carlos Alexandre Nazário, de 25 anos; Dalton Arlei Felício, de 19 anos; Francisco Gomes Bueno, de 37 anos; Giovani Inez, de 30 anos; Gleison Geraldo Inez, de 25 anos; José Adriano Monteiro, de 23 anos; Juarez Lopes Duarte, de 59 anos; Márcio Sales Vitorino, de 27 anos; Pedro Paulo Felício Flores, de 38 anos; Ricardo Gomes Dias, de 29 anos; Romário Fernandes de Sales, de 31 anos; Ronaldo Francisco Santana da Silva, de 25 anos; e Severino dos Santos Custódio, de 28 anos. Nesta sexta, deputados da CPI do Sistema Carcerário fazem uma visita à penitenciária para acompanhar de perto as investigações sobre a morte dos presos. O governo de Minas anunciou, também nesta sexta, que é possível as famílias dos presos mortos em Ponte Nova, "pleitearem indenização considerando que são presos sob custódia do estado." Questionado sobre como as famílias poderiam solicitar as indenizações, ele afirmou: "eu quero crer é que aqueles presos que estão sob a custódia do Estado impõe ao Estado o dever de mantê-los bem e saudáveis".  Campos afirmou, que "o Estado tem o dever e busca preservar, no limite das suas forças, todo aquele que tem sob sua custódia. Todo o esforço da Defesa Social tem sido inclusive no sentido de dar um tratamento de dignidade ao preso sob sua custódia". Superlotada, a cadeia, com capacidade para 87 presos, abrigava 173 no momento da confusão. Segundo a Secretaria de Defesa Social (Seds) de Minas, pela manhã foi lavrado auto de flagrante indicando 20 detentos que seriam os líderes do motim. O alvo principal do grupo seria Cleverson Alexandre da Cruz, o Clesinho, preso da cela 8 e rival do traficante Wanderson Luiz Januário, o Biju. 

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