IML identifica mais três corpos

?Trabalho vai ficando mais difícil?, diz assessor do Instituto Médico-Legal

Felipe Maia e Gabriela Gasparin, O Estadao de S.Paulo

24 Julho 2007 | 00h00

Mais três corpos de vítimas do acidente com o avião da TAM foram identificados na tarde de ontem, segundo a Secretaria Estadual da Segurança Pública. São eles: Carmen Luisa Victoria da Fonseca e Ana Carolina Santos da Cunha, que estavam no avião, e Marcos Antonio Leme Curti, morto em solo. Com isso, sobe para 66 o número de corpos identificados. A Assessoria da TAM corrigiu o número de mortos do acidente do vôo 3054. Na tarde de ontem, houve uma checagem e a constatação de que o número de vítimas é de 199, e não mais de 200, como havia sido divulgado anteriormente. Desse total, 187 pessoas estavam no avião. Desapareceram outras oito pessoas no prédio da TAM. Mais quatro pessoas morreram no solo. Peritos do Instituto Médico-Legal (IML) explicaram que a revisão ocorreu por causa da dificuldade entre distinguir corpos de fragmentos de corpos. "Os corpos foram todos classificados. Conforme o tempo passa, o trabalho vai ficando mais difícil", disse o assessor do IML José Jarjura Jorge Junior. O IML conta 205 registros. Desses, 196 podem ser considerados corpos íntegros. A secretaria não divulgará mais o número de sacolas com fragmentos que eventualmente cheguem ao IML. Isso porque, segundo o órgão, corre-se o risco de computar esses fragmentos como possíveis vítimas, sendo que elas já podem ter sido até identificadas. A TAM incluiu ontem na lista de vítimas o taxista Thiago Domingues da Silva, de 22 anos, após a comprovação, pelo motor do carro, de que o Corsa branco localizado no local do acidente era de Silva. EXAME DE DNA Coletadas desde sábado, as amostras de sangue dos familiares das vítimas do acidente já estão em análise pelo IML. O resultado deve ficar pronto entre amanhã e sexta-feira. Até ontem, 124 pessoas de famílias de 84 vítimas haviam tido o sangue coletado. As amostras servirão para a identificação dos corpos por confronto de dados do DNA. É preciso que a análise do material cadavérico das vítimas fique pronta, o que não tem data prevista. De acordo com o IML, apesar do início dos exames de DNA, a identificação por métodos como impressão digital, exame de arcada dentária e reconhecimento de pertences pessoais vão continuar. A chefe do laboratório de DNA do IML, Norma Bonaccorso, explicou que as identificações por testes de DNA só não começaram porque a análise do material cadavérico é muito lenta. "A extração de DNA de ossos, por exemplo, pode demorar cerca de três dias." Após a coleta, o exame não dura menos que uma semana. "Após o resultado de ambas as coletas, serão confrontados 15 pontos dos genomas da vítima e dos familiares, para não haver dúvida no resultado final", explicou. 124 familiares de 84 vítimas da tragédia haviam tido sangue coletado para auxiliar nas identificações

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