Imóveis próximos à cratera do Metrô podem ser liberados

A Prefeitura de São Paulo pode liberar, na segunda-feira, 80% dos 79 imóveis interditados pela Defesa Civil após o desmoronamento na área da futura Estação Pinheiros do Metrô. A estimativa é do presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo (Crea-SP), José Tadeu da Silva, que fiscaliza o trabalho dos peritos. Na quinta-feira, o Metrô e o Consórcio Via Amarela, responsável pela construção da Linha 4, entregaram aos engenheiros da Subprefeitura de Pinheiros o laudo sobre a estabilidade do terreno nas imediações do canteiro de obras. De acordo com informações do Estado, constam no documento, entre outros dados, detalhes sobre as técnicas empregadas pelos técnicos do Via Amarela para estabilizar o maciço rochoso. Além do jateamento de concreto e da injeção de nata de concreto nas paredes da cratera aberta na Rua Capri, foram instalados tirantes - parafusos gigantes, usados para dar estabilidade - no trecho do túnel que passa sob a Marginal do Pinheiros. Embora não tenha sido afetada pelo desabamento, engenheiros decidiram reforçar a passagem, por precaução. O Via Amarela informou que os trabalhos de estabilização do solo prosseguem. 64 imóveis já foram vistoriados Apesar de os peritos sinalizarem com a liberação de alguns imóveis, moradores temem voltar para suas casas, sem que tenham recebido o laudo de estabilidade do solo. "Tive a confirmação de que, após a análise da Prefeitura, o consórcio entregará uma cópia do documento para cada proprietário", afirmou Silva. Até quinta-feira, segundo balanço do Crea, 64 dos 79 imóveis localizados no raio de interdição delimitado pela Defesa Civil já haviam sido inspecionados. A vistoria nas 15 casas restantes deve ser concluída ainda nesta sexta-feira. Os trabalhos são conduzidos pela Geocompany Engenharia, empresa contratada pelo Consórcio Via Amarela. Os imóveis que não forem liberados na próxima semana passarão por uma nova perícia, mais detalhada, e ainda não há prazo para que os engenheiros da Prefeitura emitam um parecer. Até agora, cinco casas foram demolidas e outros oito imóveis estão condenados, incluindo um edifício de três andares na Rua Gilberto Sabino. Numa reunião, na quinta-feira, entre a Defensoria Pública, o Via Amarela, a seguradora Unibanco AIG, o Metrô e Secretaria de Justiça, ficou decidido que a liberação dos imóveis também dependerá do aval das prestadores de serviços básicos, como a Sabesp e a Eletropaulo. "As famílias devem ficar tranqüilas, pois não haverá precipitação", disse o secretário, Luiz Antônio Marrey. A Defensoria Pública apresentou uma proposta de dividir os casos em quatro grupos: o das famílias que tiveram os imóveis interditados; o de quem teve a casa interditada, mas não corre risco de demolição; o dos imóveis no quarteirão das Ruas Capri, Gilberto Sabino e Conselheiro Pereira Pinto, em processo de desapropriação; e o dos que saíram do local por precaução (quatro imóveis). A proposta será avaliada pelo Via Amarela e pela seguradora até segunda-feira. O 1.º subdefensor-geral, Renato de Vitto, espera que o acordo seja fechado quinta-feira. Mesmo com os grupos, as indenizações serão negociadas individualmente. Na quinta-feira, o Ministério Público Estadual recebeu cópias dos documentos exigidos ao Metrô e ao consórcio com detalhes das obras da estação. Colaborou Humberto Maia Júnior

Agencia Estado,

02 Fevereiro 2007 | 10h41

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.