Impasse na licitação mantém a zona leste sem 52 radares

A Secretaria Municipal dos Transportes (SMT) ainda não conseguiu solucionar o impasse jurídico para a instalação dos radares fixos na zona leste da capital. Uma liminar impede a assinatura do contrato com a Consilux, vencedora da lote 1 (zona leste e parte do centro). Pior: não há prazo para que a depência seja resolvida. O imbróglio começou na licitação. Empresas que se sentiram prejudicadas entraram com recursos administrativos questionando a participação da Consilux, por falta de documentação expedida pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Esgotadas todas as instâncias administrativas, o caso acabou indo parar na Justiça. "Esperamos que se resolva em breve, de preferência ainda nesta semana", disse o diretor comercial da Consilux, Heterley Richter. O lote 1 é um dos maiores da capital paulista. Dos 175 radares fixos previstos para entrarem em operação até março do próximo ano, 52 (quase 30%) serão colocados na região. É também uma das mais perigosas: em 2007, por exemplo, liderou o ranking de atropelamentos e de acidentes com vítimas ocupantes de veículos, segundo levantamento feito pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A Consilux foi a segunda colocada na concorrência que escolheu as empresas responsáveis pelos lotes 1 (zona leste), 2 (zona norte), 3 (zona sul) e 4 (minianel viário, formado pelas Marginais do Tietê e do Pinheiros e pela Avenida dos Bandeirantes). Entretanto, um dispositivo do edital impedia que uma única empresa controlasse os quatro lotes. A SMT então se reuniu com diretores da Consilux para perguntar se havia interesse deles em operar o lote 1, desde que pelos mesmos R$ 419 milhões ofertados pela vencedora, a Splice. Mesmo tendo apresentado R$ 496 milhões (18% a mais), a Consilux aceitou a proposta.

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