Diego Peres / Secom-AM / Reprodução
Diego Peres / Secom-AM / Reprodução

Impedir mortes em celas seria 'praticamente impossível', diz governador do AM

Após 55 assassinatos em unidades prisionais e reforço federal, Wilson Lima (PSC) fala em situação 'controlada'

Tulio Kruse, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2019 | 23h42

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), disse que seria "praticamente impossível" impedir as 55 mortes que ocorreram dentro de presídios estaduais, entre o domingo, 26, e esta segunda-feira, 27. Em entrevista ao Estado, ele disse que as execuções ocorreram entre companheiros da própria cela, e que houve tentativas de assassinato que foram flagradas e impedidas por agentes penitenciários.

Após o anúncio de envio de tropas da Força-tarefa de Intervenção Penitenciária, Lima classificou a situação das unidades como "sob controle" pois, segundo o governo, não houve fugas, reféns, uso de arma de fogo, nem feridos além dos próprios presos. 

Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

O que pode ser feito para aumentar a segurança dentro das unidades?

É praticamente impossível você impedir uma situação dessas, porque foram detentos do mesmo pavilhão. Inclusive hoje (nesta segunda, 27) os detentos foram encontrados mortos dentro das celas. Eram parceiros do crime. Como eu vou evitar uma morte dessas?

O que eu garanto é que o sistema está controlado. Não houve nenhuma fuga, nenhum agente penitenciário ferido, nenhum policial ferido. Nós já abrimos um inquérito para investigar quem foram os responsáveis por essas mortes. Estamos agora identificando os possíveis líderes, estamos separando, tirando dessas unidades prisionais.

Eles já saíram?

Estão sendo separados. Lá nós temos alas separados, tem como eles ficarem isolados. 

E as condições das celas eram precárias?

Como em qualquer Estado. Em todos no Brasil, as unidades prisionais hoje sofrem com o mesmo problema: superlotação. E é muito complicado aportar recursos para construir, por exemplo, presídios. Os Estados estão quebrados e o País tem outras prioridades. Como é que eu vou conseguir recurso para isso?

Qual será o papel da tropa federal? 

O grupo de intervenção está indo para dar reforço ao nosso grupo que já está lá. Eles vêm com uma estrutura maior e um bom contingente de pessoas. Uma vez que são representantes do governo federal, vêm com uma estrutura maior e um bom contingente de pessoas.

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