Imperador do Ipiranga não empolga no desfile de abertura

Sem chuva, mas com sete minutos de atraso, a Imperador do Ipiranga abriu, às 23h22 desta sexta-feira, o desfile do Grupo Especial das escolas de samba de São Paulo. Com um samba-enredo que enalteceu o aço e a siderurgia brasileira - Siderurgia forte constrói mundo de aço -, a agremiação da zona sul entrou no sambódromo paulistano com um vulcão que soltava fumaça no carro abre-alas rodeado por uma comissão de frente fantasiada de homens das cavernas com fantasias de pele de tigre. Apesar de nem tão complicado, o trânsito nas redondezas do sambódromo quase atrapalhou o início do desfile da Imperador. A comissão de frente da escola chegou só 10 minutos antes da abertura do portão da concentração. Ainda se recuperando do susto, no entanto, os integrantes da escola da Favela de Heliópolis entraram entusiasmados na avenida. A estreante no Grupo Especial enfrentou o peso de ser a primeira escola da noite a desfilar e não conseguiu empolgar as arquibancadas no início. Mas cerca de 15 minutos depois, com a entrada da bateria, o público estimado pela Polícia Militar em 28,3 mil pessoas (a capacidade total do sambódromo é de 30 mil) esquentou um pouco mais. Destaque para o sucesso que fez o primeiro carro alegórico, uma esfinge recheada de gordinhos. Nas fantasias, muito amarelo e dourado, apesar de as cores originais da Imperador serem o branco e o azul. A chuva forte que atingiu por uma hora o Sambódromo do Anhembi, no fim da tarde, não prejudicou os carros alegóricos que estavam na concentração. O único incidente ocorreu com o segundo carro da escola, que teve uma de suas escadas incendiadas no meio da tarde. O fogo atingiu o carro que representa a China. À noite, o tecido dourado que cobria a escada já havia sido substituído. ?Estamos prevenidos para acidentes desse tipo?, explicou o integrante da harmonia da escola, Donizete Mundicie, de 40 anos, o Doni. Afoxé Antes da Imperador, às 21h, 2 mil integrantes do bloco de afoxé Iyá Ominibu entraram no sambódromo. É o 14º ano que o afoxé abre o carnaval paulista, jogando sal grosso em toda a avenida. ?Purificamos toda o sambódromo?, disse Regina Célis Pinheiro França, 53 anos, presidente fundadora do afoxé. Eles entraram com cinco pessoas vestidas de Exu, o orixá homenageado, que pelo candomblé regerá o ano de 2007, junto com o orixá Omulu. O desfile durou 45 minutos. ?Graças a Deus ficamos dentro do horário?, disse Regina.

Agencia Estado,

17 Fevereiro 2007 | 00h32

Mais conteúdo sobre:
carnaval carnaval 2007

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.