Império de Casa Verde surpreende com sua homenagem à MPB

Escola da zona norte de São Paulo fecha em grande estilo o último dia de desfiles do Grupo Especial

Gustavo Miranda, estadao.com.br

03 de fevereiro de 2008 | 06h11

O último dia de desfiles do Grupo Especial do carnaval de São Paulo terminou com uma grande viagem na história da música popular brasileira. 'Sambando e cantando e seguindo a Canção... Vem, vamos embora para a Festa da MPB' foi o samba-enredo apresentado com maestria pela Império de Casa Verde, que fechou em grande estilo a madrugada deste domingo.  'Carnavais de SP e Rio são complentares', diz Serra   Veja as melhores imagens de todos os desfiles em SP   Qual escola de samba será campeã em São Paulo?   O tema começou com uma alusão a uma música de Geraldo Vandré que virou ícone da juventude na época dos grandes festivais e ficou ecoando no refrão do samba-enredo, lembrando outros grandes clássicos do cancioneiro popular, como 'Maluco Beleza', de Raul Seixas, 'Arrastão', de Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 'Saudosa Maloca', de Adoniran Barbosa, entre outras.   A Império de Casa Verde é a mais jovem entre as escolas do Grupo Especial de São Paulo e chega com tudo para disputar o título deste ano, depois de um quinto lugar em 2007. Criada em 1994, ela já tem um currículo de títulos: dois já foram conquistados, em 2005 e 2006. Gracyanne Barbosa, rainha da bateria, foi o centro das atenções dos fotógrafos. Seu marido, todo feliz, também desfilou junto aos puxadores de samba da agremiação. A bateria da agremiação também fez a festa, com direito a sinalizadores nas cores da bandeira nacional. Para o enredo, a escola se inspirou no livro 'A Era dos Festivais: Uma Parábola', do autor Zuzu Homem de Melo. Os cantores e compositores do século passado foram apresentados já na comissão de frente, que trouxe várias imagens de cantores como Beth Carvalho, Lecy Brandão, Cartola, Clara Nunes e outras estrelas do samba brasileiro.  A primeira referência dos primórdios da música popular brasileira a ganhar uma alegoria foi a compositora da música 'Ô Abre Alas': Chiquinha Gonzaga. A figura de Pixinguinha também foi homenageada com uma escultura. A escola dividiu o enredo de acordo com as datas mais importantes na história da música nos outros quatro carros. Os gêneros atuais, como funk e axé, se espalharam pelas. O segundo carro fez reverência a personalidades como Tom Jobim, Vinícius de Moraes e João Gilberto, com direito a uma escultura da eterna 'garota de Ipanema', Helô Pinheiro, que estava na alegoria. Logo depois, a escola mostrou o Tropicalismo criado por Caetano Veloso e Gilberto Gil no fim da década de 1960. O quarto carro falou das músicas que fizeram sucesso nos anos de 1970 e 1980, com direito a coreografia e bocas gigantes representando as músicas que estavam na boca do povo. O desfile terminou com a nova era da MPB. Uma alegoria de 25 metros de extensão prestou homenagem a "Mosca na Sopa", canção de Raul Seixas.

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