Rogério Melo / Presidência da República / Divulgação
Rogério Melo / Presidência da República / Divulgação

Inaugurado há uma semana, Aeroporto de Goiânia tem infiltrações

Chuva atingiu a cidade na tarde desta segunda e alagou ruas no entorno do terminal; Infraero diz que reparos serão feitos

Marília Assunção - Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

17 Maio 2016 | 15h14

GOIÂNIA -Terminou com goteiras, infiltrações e poças d´água a primeira chuva após a inauguração do novo Terminal do Aeroporto Santa Genoveva, o único de Goiânia - entregue pela presidente afastada, Dilma Rousseff, na terça-feira da semana passada, dia 9. A chuva que caiu sobre a cidade no fim da tarde de segunda-feira, 16, alagou ruas da região que contorna o terminal, onde as obras de infraestrutura para o acesso do público nem foram concluídas, causando confusão e lama.

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), em Brasília, acionou o consórcio responsável pelas obras, formado pelas construtoras Odebrecht e Via Engenharia, e os reparos estão sendo realizados na área afetada pela chuva. Segundo a Infraero, o vazamento dentro do Santa Genoveva não vai adiar o início da chamada “operação assistida”, marcado para sábado, 21, quando está prevista a transferência das empresas para o novo terminal. “Estão sendo limpas as calhas e bocas de lobo, além de manutenção do sistema de drenagem”, informou a assessoria do órgão.

O novo terminal ainda não comporta movimentação de público, o que teria sido um complicador na hora do temporal. Passageiros que transitavam pela área nova do aeroporto fizeram imagens das goteiras grossas caindo sobre os futuros guichês de check-in. Muitos se lembraram que durante a inauguração a construção foi dada como concluída em todas as suas etapas. 

O problema com as goteiras é mais um episódio no histórico da obra de construção do novo terminal do Santa Genoveva. Suspeitas de “desvios de conduta” na construção foram objeto de paralisações e investigações determinadas pela Controladoria-geral da União (CGU), Ministério Público Federal. Ele também foi alvo da Operação Lava Jato da Polícia Federal. 

Orçada em R$ 467 milhões, a obra começou em 2005. No ano seguinte, o Tribunal de Contas da União apontou superfaturamento e o contrato com as empreiteiras chegou a ser rescindido. A obra foi adiada por seis vezes e, quando a nova sala de embarque, que faz parte da modernização do aeroporto, foi inaugurada, em 2011, foi  criticada e chamada pelos usuários de “puxadinho” porque pouco agregava em termos de conforto em relação ao que existia no local.

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