Incêndio atinge maternidade no Rio de Janeiro

Um incêndio no Instituto Fernandes Figueira - maternidade do Ministério da Saúde referência em gravidez de risco e atendimento a prematuros - provocou ferimentos leves em cinco funcionários. Faltou luz no berçário e 17 bebês em estado grave tiveram que receber oxigênio manualmente. Dezoito pacientes foram transferidos para outras unidades.O fogo começou por volta das 8h30 deste sábado devido a um curto-circuito na farmácia do prédio anexo, que estava em obras. A fumaça se alastrou rapidamente para os terceiro e quarto andares do prédio principal, onde funcionam o berçário e a enfermaria, que foi evacuada.A promotora de eventos Maria do Socorro Fernandes disse que ajudou a carregar para o primeiro andar sua nora, que havia feito uma cirurgia cesariana na madrugada de sábado, e o bebê recém-nascido. Sua irmã, Maria das Dores, que é enfermeira da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), contou que fugiu da fumaça carregando quatro bebês no colo. "A gente não sabia direito o que estava acontecendo, só que tínhamos que sair dali", disse ela. Segundo Denise Polo, outra enfermeira da UTI, "foi uma correria, um Deus nos acuda, porque estávamos preocupadas com os bebês entubados e com a gente também".Apesar do incêndio ter sido controlado em poucos minutos, 18 gestantes e bebês tiveram que ser transferidos para as maternidades da Praça XV, no Centro, do Hospital da Lagoa e do Hospital Miguel Couto, na Zona Sul, e do Instituto Fernando Magalhães, em São Cristóvão, na zona norte da capital."O incêndio atingiu uma área estratégica do hospital, que foi a farmácia. Por isso estamos sem infra-estrutura para atender alguns pacientes", disse o capitão bombeiro Rogério Casemiro, oficial médico responsável pelo atendimento às vítimas.Segundo ele, os funcionários Bruno de Azevedo Brandão, de 23 anos, Gilson Veiga Ribeiro, 61, e Jaqueline Zamboni Medeiros, 36, se intoxicaram com a fumaça e foram medicados no local. Cristiano Cordeiro de Paula, 27, que como os outros também trabalhava na farmácia, sofreu queimaduras de segundo grau e foi medicado no Hospital Miguel Couto. Um quinto funcionário, identificado apenas como Wellington, cortou a mão ao quebrar uma janela para fugir do fogo e foi levado para o Hospital Souza Aguiar.

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