Ricardo Moraes/Reuters
Ricardo Moraes/Reuters

Incêndio causa desespero nas escolas de samba do Rio de Janeiro

Fogo atingiu barracões de pelo menos três agremiações na Cidade do Samba, no centro da cidade

Estadão.com.br, com Reuters

07 de fevereiro de 2011 | 08h36

RIO - Faltando cerca de um mês para o carnaval do Rio, o incêndio de grandes proporções na Cidade do Samba provocou tristeza e desespero às pessoas envolvidas com as escolas cariocas. Os barracões de ao menos três agremiações foram atingidos pelo fogo, causando grande destruição.

 

Em entrevista à Rede Globo, o presidente da União da Ilha, Ney Filardes, disse que a situação era "lamentável". "Estou arrasado. Vamos ter que recomeçar do zero", falou chorando.

 

"É uma tristeza muito grande. Perdemos muita coisa", disse à Reuters um funcionário da União da Ilha que dormia no barracão e fugiu às pressas do local.

 

O diretor de carnaval da escola, Márcio André, disse que toda a produção era feita no local e que praticamente tudo estava pronto. "O carnaval que a gente estava fazendo é difícil de refazer. Praticamente impossível reconstruir. E onde vamos reconstruir? Não teremos um local", afirmou.

 

Para a Grande Rio, a condição não é diferente: praticamente com toda a produção para o carnaval pronta, praticamente tudo pode ter sido destruído. "A situação é de catástrofe total. Nosso carnaval virou cinza. Ele estava 90% pronto", afirmou Avelino Ribeiro, assessor de impresa da escola.

 

Perto do barracão, o presidente da Grande Rio, Hélio Oliveira, ficou emocionado, mas demonstrou força. "A única cosia que não queimou foi nossa vontade de desfilar", falou.

 

A Cidade do Samba foi construída na administração do prefeito César Maia. Um dos objetivos era evitar os constantes incêndios que afetavam os barracões avulsos das escolas de samba e prejudicavam as agremiações antes do Carnaval.

 

As causas do incêndio ainda estão sendo apuradas pelas autoridades.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.