Incêndio destrói 20 casas, desaloja 30 famílias e mata três irmãos em Caxias do Sul

Moradias de madeira facilitaram dispersão das chamas; bombeiros levaram quase três horas para apagar o fogo

Felipe Tau, O Estado de S. Paulo

31 Agosto 2012 | 09h54

Atualizada às11h40

SÃO PAULO - Um incêndio de grandes proporções consumiu todas as casas de uma comunidade e matou três irmãos no bairro Serrano, em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, na noite de quinta-feira, 30. Os bombeiros chegaram ao local às 23h45 e só conseguiram debelar as chamas às 2h30, quando as 20 moradias de madeira do terreno, com instalações precárias, já estavam totalmente destruídas. A região é conhecida como Vila do Sapo.

Em uma das habitações foram encontrados os corpos de dois adolescentes e uma menina: Mateus Cardoso, de 17, Maikel Cardoso Vanlentim, de12 anos, e Marieli Cardoso Oliveira, de 3 anos. Eles viviam com a mãe, Maria de Fátima Cardoso, de 31 anos, que estava trabalhando na hora do incidente. Avisada por funcionários da empresa, ela compareceu ao local ainda na noite de quinta. Ninguém mais se feriu, segundo o Corpo de Bombeiros.

Quinze homens e sete viaturas, incluindo três de empresas privadas, combateram o fogo. Segundo o capitão Maurício Ferro Corrêa, do 5º Comando Regional dos Bombeiros, os trabalhos de rescaldo seguiram até as 4h30. "O material das casas, o tempo seco e o vento criaram dificuldades", disse. Ainda não se sabe o que deu início às chamas.

Na manhã desta sexta-feira, 31, uma nova vistoria foi feita no local. Instalações comprometidas pelo fogo que ofereçam riscos de novos focos, como antenas parabólicas, serão removidas. Muros e torres de caixa d´água danificados serão derrubados por precaução e trechos da rede elétrica comprometidos serão reparados.

A presidente da Fundação de Assistência Social (FAS) de Caxias do Sul, Maria de Lourdes Grison, informou que 30 famílias que moravam nas casas atingidas estão abrigadas num Centro de Referência e Assistência Social (CRAS), onde recebem alimentação e outros cuidados básicos.

A unidade fica a cerca de 500 metros do local do incêndio e está recebendo doações de roupas e comida. Roupas de cama e colchões também podem ser entregues em quartéis dos Bombeiros, na Fundação Caxias e nas antigas garagens da Prefeitura de Caxias, na Rua Pelotas.

Segundo Maria de Lourdes, as famílias estão sendo cadastradas no programa municipal de habitação. As que não conseguirem amparo de familiares receberão um auxílio-aluguel de um salário mínimo até encontrar vaga em uma moradia popular. A presidente da FAS afirmou que o terreno onde estavam as casas destruídas foi ocupado de maneira irregular.

O estadão.com.br não conseguiu contato com a Defesa Civil de Caxias.

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