Incêndio destrói 26 boxes na Ceasa do Rio

Um incêndio na Central de Abastecimentos(Ceasa) de Irajá, na zona norte do Rio, destruiu 26 dos 48 boxesde mercadorias do pavilhão 11, que foi interditado pela DefesaCivil e deve ser demolido. O fogo, cuja origem ainda édesconhecida, começou no início da madrugada de hoje, mas até ocomeço da tarde os bombeiros ainda combatiam focos de incêndio.Não houve vítimas, mas a mercadorias dos boxes queimados foitoda perdida. A presença da polícia evitou saque às outras lojas que foram esvaziadas ainda hoje. Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros,tenente-coronel Mauro Pimentel, 11 viaturas estiveram no local.De acordo com ele, a estrutura do prédio, sua formaarquitetônica e o fato de lá estarem guardados muitasmercadorias inflamáveis (álcool, papéis, cereais etc)facilitaram a propagação do incêndio e dificultaram seucombate. O rescaldo deve durar até quarta-feira. Em dois anos,este é o terceiro incêndio em armazéns da Ceasa. O presidente da Associação dos Usuários da Ceasa,Adilson Sérgio Duarte, que administra o local, disse que só ocusto de reconstrução do prédio fica em torno de R$ 3 milhões,mas não soube dizer com precisão quantos boxes estavam alugados,nem o prejuízo em mercadorias. Um dos comerciantes, HerculanoGonçalves, importador de alho, disse que perdeu cerca de 200 miltoneladas do produto, avaliadas em R$ 1 milhão. "Isso semcontar a perda do ponto e a paralisação da atividade, poisfornecemos alho para as grandes redes de supermercado do Estadodo Rio", explicou Herculano. Outro comerciante, Marcos Antônio Bandeira, cujo box debananas e outras frutas tropicais ficou interditado, reclamou umprejuízo de R$ 80 mil e culpou administração, pois disse quepaga R$ 3.032,00 de aluguel e não há fiscalização. "Eles deixamcontêineres ligados à rede elétrica, que não suporta tanta cargae provoca curtos-circuitos", denunciou. Duarte concordou que ainstalação elétrica é precária, mas disse que espera o laudo daperícia para tomar providências.

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