Incêndio em edifício no centro do Rio mata 1 por intoxicação

Curto-circuito em relógio de luz pode ter causado o fogo, dizem bombeiros

Clarissa Thomé e Felipe Werneck, Rio, O Estadao de S.Paulo

24 Julho 2007 | 00h00

Um incêndio que começou no subsolo do Edifício Rio Paraná, na Rua Visconde de Inhaúma, no centro do Rio, matou a dona da agência ITER Viagens e Turismo, Beatriz de Gusmão Selasco, de 66 anos. Ela trabalhava no 15º andar do prédio comercial. "Não tinha luz de emergência nos corredores. As pessoas não conseguiam sair e os bombeiros demoraram a chegar", afirmou um dos funcionários da agência no Hospital Souza Aguiar, também no centro do Rio, para onde Beatriz foi levada em estado grave. Intoxicada pela fumaça, a empresária sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. Segundo funcionários, ela sofria de problemas respiratórios. Outras 22 pessoas foram atendidas no Souza Aguiar. O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Pedro Machado, disse que a explosão foi provavelmente provocada por um curto-circuito nos relógios de luz de alta tensão da casa de máquinas. "O maior problema que tivemos foi a fumaça, que subiu pela escada e pela galeria do elevador", disse o coronel. Em pânico, funcionários foram orientados pelos bombeiros a subir para o terraço. Cerca de 2 mil pessoas entram e saem por dia do prédio. Juliana Riquelme, de 34 anos, trabalhava no 18º andar e contou que o fogo começou por volta das 14 horas. "Desci até o 13º, mas não agüentei mais. Procurei uma sala com pouca fumaça e esperei até as 17 horas para ser retirada pelos bombeiros." CÓDIGO DE SEGURANÇA O edifício não tem sistema de portas corta-fogo nas escadas de emergência. "Os administradores do prédio serão notificados", afirmou o coronel Machado. O objetivo é fazer com que a estrutura seja adequada ao Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico, que é de 1976. "O prédio foi construído antes da criação do código, provavelmente na década de 60. Eles terão de se adequar." Uma perícia feita no local deverá apontar as causas do incêndio.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.