Incêndio em favela deixa 720 desabrigados em Santos

O incêndio que destruiu 70% da favela da Alemoa, na terça-feira, 19, em Santos, na Baixada Santista, deixou 166 famílias e 720 pessoas desabrigadas, segundo dados de um cadastro realizado pela Prefeitura Municipal de Santos. O fogo, que demorou pouco mais de três horas para ser extinto pelos Bombeiros, destruiu uma área de 7,5 mil metros quadrados e não deixou feridos. Dezenas de viagens de caminhões recolheram doações arrecadadas em mais de 10 pontos da cidade. Os objetos lotaram o centro de solidariedade. Parte das doações está sendo guardada no armazém 7 do cais santista, cedido pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) à prefeitura para ajudar na ação. As causas do incêndio estão sendo apuradas pela da Polícia Civil (departamento científico) e serão encaminhadas diretamente à Justiça.O prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa (PMDB), decretou estado de emergência para facilitar o recebimento de recursos. Ele vai se reunir com o governador Claudio Lembo nesta quinta-feira, 21, para tratar do assunto. Segundo o prefeito, conversas com o Secretário Nacional de Defesa Civil, na noite de terça-feira, já garantiriam à prefeitura a liberação de R$ 3 milhões. "Mas nós temos a intenção de tentar mais recursos, tanto do governo federal quanto do governo do Estado", afirmou. Segundo o prefeito, a estimativa para construção de um conjunto habitacional para 160 famílias, sem incluir obras de infra-estrutura e fundações, é de cerca de R$ 6,8 milhões.A Prefeitura de Santos aguarda a liberação de um financiamento de US$ 80 milhões junto ao Banco Mundial. De acordo com o prefeito, os recursos estão sendo solicitados há um ano e estão na fase de negociações diretas com o Banco Mundial. A verba custearia obras de infra-estrutura, drenagem e urbanização, necessárias antes da construção de conjuntos habitacionais que erradicariam os assentamentos irregulares da cidade. A prefeitura estima que o déficit habitacional de Santos seja de cerca de 10 mil unidades.

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