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Inclinação em prédio suspende aulas na Universidade Federal de Pernambuco

Cinco áreas da Faculdade de Direito tiveram os acessos isolados com a instalação de tapumes, entre elas a biblioteca, sala de leitura, parte do estacionamento, o pátio interno e a sala do diretório acadêmico

Monica Bernardes, Especial para o Estado

16 Novembro 2018 | 18h32

RECIFE - As aulas na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) foram suspensas na última quarta, 14, após alunos notarem uma inclinação na torre do relógio do prédio secular onde a unidade funciona, no Centro do Recife. A previsão é de que as aulas sejam retomadas normalmente na próxima segunda-feira.

Nesta sexta-feira, dois dias após a suspensão das aulas na Faculdade de Direito do Recife (FDR), a UFPE anunciou o início de obras emergenciais de recuperação da estrutura. A decisão de isolar as áreas foi tomada após a avaliação do laudo técnico feito por uma empresa contratada para a acompanhar as obras de restauração do imóvel, desde 2007.

O prédio é tombado pelo patrimônio histórico federal. Ao todo, cinco áreas tiveram os acessos isolados com a instalação de tapumes, entre elas a biblioteca, sala de leitura, parte do estacionamento, o pátio interno e a sala do diretório acadêmico. Um drone, segundo o diretor da faculdade, Francisco Queiroz, chegou a ser utilizado para auxiliar na avaliação técnica da área.

Segundo informações da Reitoria da UFPE, a inclinação foi percebida após as aulas da manhã da quarta por um grupo de alunos e funcionários. No mesmo dia, a área da torre foi isolada por faixas e técnicos dos cursos de Engenharia e Arquitetura da UFPE, além de um arquiteto de fora da universidade, foram ao local para avaliar a situação e elaborar um laudo técnico. Segundo a reitoria da UFPE, o problema na torre levou a direção da faculdade a agilizar uma parte das obras de restauração do prédio. Os serviços estão orçados em R$ 6 milhões. Os trabalhos em todo o imóvel devem durar um ano e meio.

Apesar de discreta, a inclinação provocou preocupação entre alunos, professores, funcionários e transeuntes. “É um prédio muito bonito e alto. É claro que a gente fica com medo de alguma cosia cair e machucar alguém. Eu trabalho aqui perto e gosto de ficar olhando para este e outros prédios históricos aqui dessa região”, comentou a vendedora ambulante Isaura Duarte, 40.

 

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