Indenização a moradores prejudicados pelo Metrô é discutida

Os parâmetros para o pagamento das indenizações aos moradores de Pinheiros que tiveram suas residências danificadas pelo desabamento na futura Estação Pinheiros da Linha 4-Amarela do Metrô foram discutidos na manhã desta quinta-feira. Defensores Públicos se reuniram, na Secretaria Estadual de Justiça, com representantes do Metrô, do Consórcio Via Amarela, responsável pela obra, e com a seguradora da obra. De acordo com o primeiro sub defensor público de São Paulo, Renato De Vito, foi apresentada uma proposta de valores que será avaliada conforme as peculiaridades de cada imóvel. "Há os imóveis condenados, aqueles imóveis que estão situados no triângulo entre a Rua Gilberto Sabino e a Rua Capri, que têm declaração de utilidade pública. Temos imóveis que foram interditados por precaução e existem outros imóveis que estão na Gilberto Sabino, do outro lado. Cada um tem sua situação, temos que ver, entre outras coisas, se nas casas moravam inquilinos ou os proprietários". De Vito afirmou que o relatório deverá ser avaliado pelo Consórcio Via Amarela - formado pelas empreiteiras Odebrecht, Camargo Corrêa, OAS, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez - e pela seguradora até a próxima segunda-feira. Um novo encontro já foi marcado para terça-feira para discutir o assunto. A idéia do sub defensor é iniciar um acordo com as famílias até a próxima quinta-feira. No total, 55 imóveis situados nas imediações da cratera foram interditados pela Defesa Civil. Desse total, seis já foram demolidos por terem sido condenados. De Vito não informou os valores das indenizações e como serão distribuídos os pagamentos aos moradores. Copan O promotor de Habitação José Carlos de Freitas mandou ofício ao governo do Estado, à Prefeitura e ao Metrô na semana passada, pedindo garantias de que, quando a obra da Linha 4 chegar perto da Estação República, onde haverá integração com a Linha 3, o Edifício Copan e seus cerca de 5 mil moradores não correrão nenhum risco. Freitas requereu os documentos após o desabamento em Pinheiros. O pedido foi feito no âmbito de um procedimento aberto em 2004. Naquele ano, o síndico do Copan, Affonso Prazeres de Oliveira, enviou representação ao Ministério Público Estadual (MPE) dizendo-se preocupado com as obras perto do edifício. "Um parecer do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) apontou que o prédio antigo, de cerca de 50 anos, estava apresentando um recalque de alguns milímetros. Não havia motivo para preocupação, mas o IPT sugeriu monitoramento constante", disse Freitas. Em 2004, o Metrô respondeu que a obra passaria longe do prédio. Agora, Freitas pretende pedir medições periódicas. "A nossa intenção é prevenir", disse. Esta matéria foi alterada às 16h06 para acréscimo de informações.

Agencia Estado,

01 Fevereiro 2007 | 15h07

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