Indenizações deverão ser pagas por construtora, diz Serra

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse na tarde desta segunda-feira, 15, que as famílias que moram na região onde ocorreu o desabamento nas obras da Estação Pinheiros, na linha 4 do Metrô, deverão buscar indenização com a concessionária responsável pela construção. "A prioridade do governo do Estado é prestar solidariedade às famílias das vítimas, pessoas desaparecidas e moradores da região. A obra é de responsabilidade da construtora". Serra admitiu que ´não há indícios de sobreviventes´ e negou que tivesse ocorrido qualquer tipo de omissão por parte do governo neste caso. "Estamos realizando buscas desde às 15h30 de sexta-feira. A obra e a segurança da obra são de responsabilidade das construtoras. Não é se isentar de culpa, é questão de ver de quem é a responsabilidade", acrescentou.O governador confirmou que foram registrados seis boletins de ocorrência de pessoas desaparecidas desde o momento do acidente. Mas pode haver uma sétima vítima, disse ele, sem dar mais detalhes. Ele informou que o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) fará uma investigação a respeito das causas do acidente e que o governo tomará suas decisões somente após a conclusão dos estudos. Não há, entretanto, previsão de quando o laudo será finalizado. "O laudo será feito pelo IPT, mas não há previsão de quando ele deverá sair. O IPT é uma entidade séria e fará o laudo. Em função do laudo, tomaremos nossas providências e somente depois disso é que nós vamos nos pronunciar a respeito", afirmou o governador.Conforme a assessoria de imprensa, Serra foi na tarde desta segunda ao Instituto Médico-Legal (IML) para prestar solidariedade aos familiares da aposentada Abigail Rossa, 75 anos que foi localizada sem vida, após ter sido engolida pela cratera que se abriu nas obras do Metrô. Retirada da VanO secretário estadual de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, disse que as equipes do Corpo de Bombeiros que trabalham na busca pelo microônibus engolido pelo desabamento das obras da Estação Pinheiros, da Linha 4 (Amarela) do Metrô, terão que retirar um poste e escavar 10 metros de lama para conseguir remover o veículo. "O resgate da van se dá em duas frentes: uma por cima, para retirar um poste que, ao que tudo indica, está pressionando a van; e uma por baixo, para tirar aqueles 10 metros de lama que entraram ontem (domingo) durante o trabalho dos bombeiros?, afirmou, referindo-se a um deslizamento que aconteceu durante os trabalhos. "Acredita-se que, em se conseguindo tirar o poste e limpando a lama, há possibilidade de puxar a van.? Liberação da marginal O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PFL), confirmou a liberação da pista expressa da Marginal do Pinheiros, sentido Rodovia Castelo Branco, a partir das 17 horas. Uma das pistas locais da via será liberada a partir desta terça-feira para o trânsito de veículos. As pistas haviam sido bloqueadas em função da possibilidade de novos desmoronamentos, mas segundo os especialistas, não existe mais esse risco.Reforço no policiamento Um grupo de cerca de 30 policiais do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), além do policiamento de rotina, realiza desde as 6 horas desta segunda-feira, 15, uma operação para evitar assaltos na região da Marginal do Pinheiros, que apresentou congestionamento. O efetivo, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) está localizado nas imediações da ponte Eusébio Matoso, e nas ruas próximas.A polícia parou carros e motos suspeitas e conseguiu fazer um flagrante. Um homem foi preso de manhã acusado de roubar um caminhão no meio do congestionamento, entre as Pontes Ary Torres e Eusébio Matoso. Colaboraram Solange Spigliatti e Anne Warth

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