Washington Alves/Reuters
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Indenizações pagas pela Vale por Brumadinho somam R$ 2 bilhões

A mineradora informa que já celebrou mais de 4.000 acordos, indenizando integralmente as pessoas. O rompimento da estrutura, em 25 de janeiro, deixou 257 mortos e 13 desaparecidos

Mariana Durão, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2019 | 17h34

RIO - A Vale pagou um total de R$ 2 bilhões em indenizações individuais e trabalhistas decorrentes da tragédia com a Barragem I, da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). A mineradora informa que já celebrou mais de 4.000 acordos, indenizando integralmente as pessoas. O rompimento da estrutura, em 25 de janeiro, deixou 257 mortos e 13 desaparecidos.

A companhia afirma em comunicado que continua trabalhando para reparar integralmente os danos causados pelo rompimento da B1, com iniciativas para restabelecer social e ambientalmente os municípios impactados, priorizando o diálogo próximo com as comunidades e poder público.

No último dia 28, a Vale assinou a prorrogação por dez meses do auxílio emergencial para as pessoas atingidas pelo rompimento da barragem. O acordo foi homologado pela 6.ª Vara da Fazenda Pública, e contou com a participação do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Ministério Público Federal, Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais, Advocacia-Geral da União, Advocacia-Geral do Estado de Minas Gerais, Defensoria Pública Federal e Estado de Minas Gerais.

Os valores foram mantidos, com um salário mínimo por adulto vitimado pelo rompimento, meio salário mínimo por adolescente e um quarto por criança. O benefício continuará sendo pago integralmente para um número de pessoas estimado pela Vale entre 10 mil e 15 mil.

A Vale repassou ainda R$ 382 milhões a órgãos públicos. O montante inclui repasses à prefeitura de Brumadinho e outros dez municípios mineradores de Minas Gerais que tiveram a arrecadação prejudicada pela interrupção das atividades e valores para compra de veículos e equipamentos e capacitação profissional da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e a Defesa Civil de Minas Gerais.

Em comunicado à imprensa, a Vale apresenta um projeto de requalificação urbana chamado território-parque, que inclui ações de melhoria da infraestrutura (reforma, pavimentação e urbanização de ruas, casas e estruturas), reativação econômica e desenvolvimento do turismo local, além de cuidado com a memória das vítimas do rompimento da Barragem I. Segundo a mineradora, o projeto atende a reivindicações da comunidade para Córrego do Feijão.

Obras

A Vale diz que concluiu as obras emergenciais de contenção em Brumadinho (MG), anunciadas em junho deste ano. A companhia prevê investir R$ 1,8 bilhão até 2023 em obras do tipo, dos quais R$ 400 milhões a R$ 500 milhões só em 2019. 

De acordo com a mineradora, foram mobilizadas 45 empresas, 584 equipamentos e 2,8 mil trabalhadores para a execução das obras, sendo metade deles moradores de Brumadinho e região.

A mineradora informa que construiu uma série de estruturas integradas, que, juntas, têm a finalidade de reduzir o carreamento de sedimentos para o curso do Rio Paraopeba, reduzindo significativamente a turbidez da água. 

As intervenções emergenciais realizadas também incluem a remoção e destinação adequada dos rejeitos, após liberação do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, e a recuperação do trecho atingido do rio Paraopeba.

Entre a barragem 1, na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), e a confluência do ribeirão Ferro-Carvão com o Rio Paraopeba, a Vale construiu três grandes estruturas de contenção (duas barreiras hidráulicas filtrantes e um dique), além de 25 pequenas barreiras estabilizantes. Esse conjunto de intervenções faz parte do Plano de Contenção de Rejeitos, apresentado aos órgãos públicos, logo após o rompimento da barragem.

A empresa também instalou uma cortina de estacas metálicas próximo à confluência do ribeirão Ferro-Carvão com o rio Paraopeba. Essa medida viabilizou a limpeza do trecho do rio onde está a maior concentração de sedimentos e, desde 27 de maio, cessou o carreamento de sólidos para o curso do Paraopeba.

Uma Estação de Tratamento de Água Fluvial (ETAF) foi implantada  próximo à confluência do ribeirão Ferro-Carvão com o rio Paraopeba. Em meados de maio, a empresa iniciou as atividades preparatórias para dragagem dos rejeitos de trecho impactado do rio Paraopeba e, em agosto, após conclusão das buscas por vítimas pelos Bombeiros nessa área, a dragagem foi iniciada.

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