Índia que quase teve perna amputada processa União

A família da garota da etnia tucano Luciane Tomé Barreto, de 13 anos, entrou com ação por danos morais contra o Estado do Amazonas, a União e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Ela alega violação da dignidade de sua condição indígena, por causa da maneira como o poder público atuou durante seu tratamento de saúde, há dois anos.

Liege Albuquerque, O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2011 | 00h00

À época, Luciane foi picada por uma cobra jararaca, quase teve a perna direita amputada e sua família precisou recorrer ao Ministério Público para aliar o tratamento médico convencional aos rituais indígenas de cura.

O périplo por hospitais com a recusa da família à amputação da perna de Luciane e a exigência de incluir o tratamento indígena durou quase um mês. Luciane hoje anda sem muletas e faz fisioterapia para recuperar os movimentos do pé. O caso foi revelado pelo Estado em fevereiro de 2009.

A família pede R$ 500 mil de "compensação pecuniária". O caso tramita na 7.ª Vara Federal e no início da semana Estado e União contestaram a ação, segundo o advogado Ricardo Albuquerque.

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