'Indicação de Índio agregou não só por ele, mas também pela união do DEM'

Rodrigo Maia. Presidente nacional do DEM

Rosa Costa / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2010 | 00h00

Alvo de críticas de aliados, por ter exigido para seu partido a prerrogativa de indicar o vice do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), acredita que agiu de forma correta. Ele prevê que a escolha de um nome que não estava cotado para o cargo ? o deputado Índio da Costa (RJ) ? vai surpreender quem não o conhece e ajudar a alavancar a campanha do presidenciável tucano. Para Rodrigo Maia, o escândalo de corrupção no governo do então único governador do DEM, José Roberto Arruda, não deixará rastros que possam prejudicar a eleição de Serra. Ele nega a existência de dossiês ligados a esse caso ? apontados pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson ? contra filiados de seu partido.

Como o senhor responde às críticas em relação à escolha de um deputado do seu Estado, ligado à sua família, para ser o vice de José Serra na disputa da Presidência da República?

Digo que as pessoas vão se surpreender no processo eleitoral, vão ver a qualidade do deputado, sua capacidade de trabalho, de mobilização e de criatividade. Respondo às críticas com a certeza de que, no dia 3 de outubro, estaremos vencendo as eleições e todos terão certeza de que a indicação do Índio da Costa foi uma indicação que agregou não apenas por ele, mas também pela união do Democratas.

O presidente do PTB, Roberto Jefferson, falou ao Estado sobre a existência de dossiês contra integrantes do DEM relacionados ao esquema de corrupção no governo de José Roberto Arruda.

Não vou ficar batendo boca com o Roberto Jefferson. Acho que o Roberto conhece a gente e sabe que isso não é verdade. Eu prefiro não responder a ele, que está na nossa aliança. Espero que daqui para frente o Roberto Jefferson possa somar com a chapa majoritária.

O senhor não teme o risco de esses fatos do Distrito Federal prejudicarem a campanha de José Serra?

De forma alguma. Todos passam pelas suas crises e cada um responde de uma forma. Acho que a resposta dada pelo Democratas terá respaldo na sociedade. O DEM não se esquivou de tomar nenhuma providência por causa desses problemas. E isso vai ser sempre levado em consideração na hora da análise da sociedade a respeito do nosso partido.

A demora do PSDB em negociar a indicação do candidato a vice-presidente foi ruim para o seu partido?

Não, foi uma construção que nós tentamos antecipá-la, mas que acabou mesmo ficando para o último momento. O importante é que as coisas caminharam de forma correta. A campanha começa aqui, cada um com sua chapa e com a unidade de seus partidos. Caberá à nossa campanha mostrar por que o Serra deve ser o presidente da República e não a Dilma Rousseff.

Até que ponto o candidato a vice-presidente ajuda na campanha eleitoral?

O vice pode ajudar, sim, depende da sua capacidade de trabalho e isso eu acredito que o Índio tenha. Mas muito mais do que o vice individualmente ajudar, acho que a unidade do Democratas é que vai ajudar a trazer votos.

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