Indicação de Valdebran na Funasa é suspeito de desvio de verba

O empresário e engenheiro elétrico Valdebran Carlos Padilha da Silva controla a administração da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em Mato Grosso. O coordenador regional do órgão responsável pela saúde indígena no País é, desde o dia 12 de agosto de 2005, Evandro Vitório, por indicação de Valdebran e do presidente regional do PMDB, Carlos Bezerra, candidato a deputado federal.Em menos de um ano à frente do órgão, Evandro Vitório já responde a inquérito na Polícia Federal por desvio de recursos da União para favorecer prefeituras do PMDB em Mato Grosso, partido do qual Valdebran Padilha se aproximou para vender os serviços de sua empresa.Evandro também é ex-funcionário da Saneng (Saneamento e Construções Ltda), empresa de propriedade de Valdebran Padilha, suspenso nesta terça-feira do PT por 60 dias, devido à suspeita de envolvimento com a compra do dossiê.BeneficiadosSuspeita-se que os recursos desviados da Funasa tenham sido utilizados para fazer caixa 2 na campanha do PMDB este ano. "Quando eu era administrador da Funasa, o Evandro me procurou representando interesses da Saneng, para obras de abertura de poços artesianos e de infra-estrutura", afirmou o ex-administrador da Funasa, José Ferreira Lemos Neto, conhecido como Juca Lemos.Lemos afirmou, em depoimento à PF no dia 8 de junho deste ano, que houve remanejamentos de aproximadamente R$ 20 milhões para beneficiar prefeituras administradas pelo PMDB. O esquema envolveria Evandro Vitório, Valdebran Padilha, a Saneng e a direção do PMDB de Mato Grosso. Segundo a Polícia Federal, o inquérito ainda não foi concluído.Lemos sugeriu que a PF faça uma devassa nas licitações para obras do órgão em Mato Grosso para averiguar a participação da empresa Saneng - Saneamento e Construções Ltda em contratos com a União.No depoimento à PF, Lemos disse que as prefeituras administradas pelo PMDB no Estado teriam ficado com 44%, contra 20% do PPS, 6% do PT, 9% do PP, 12% do PCdoB e 9% do PFL com o remanejamento dos recursos para execução de obras em municípios do Estado. "A Funasa é um órgão importante e não pode ficar nas mãos dessa quadrilha", disse Lemos, que esteve à frente do órgão por 100 dias, em 2005.

Agencia Estado,

19 de setembro de 2006 | 16h30

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