Índio liga Comando Vermelho às Farc

Para ele, narcotráfico colombiano é o mesmo que banca 'guerrilha urbana' no Rio

Alfredo Junqueira / RIO, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2010 | 00h00

Candidato a vice na chapa de José Serra, o deputado Índio da Costa (DEM-RJ) reafirmou ontem, durante evento da campanha do tucano no Rio, que o PT tem ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), grupo de narcoguerrilheiros que atua no país vizinho desde a década de 1960.

Pressionado por críticas, ameaçado de processo por dirigentes petistas, Índio foi mais longe nas críticas. Disse que o narcotráfico que financia as Farc é o mesmo que banca o Comando Vermelho e a situação de "guerrilha urbana" vivida, segundo ele, pelo Rio de Janeiro.

Índio cobrou posicionamento da candidata Dilma Rousseff (PT). "Acho que não fui respondido (sic) pela Dilma se o PT tem ou não tem ligação com as Farc e se as Farc têm ou não têm ligação com o narcotráfico. Estou esperando uma resposta, mas ela não respondeu", afirmou Índio, durante corpo a corpo na zona oeste do Rio. "É o narcotráfico que tem a ver com essa guerrilha urbana, que a gente vive no Rio, em São Paulo, Belo Horizonte e pelo Brasil afora."

Em meio às acusações de ligação do PT com as Farc, Índio ainda questionou a pressão que o PT estaria exercendo sobre a vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, e o vazamento de dados do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, por auditores da Receita Federal. As declarações do candidato a vice foram feitas a poucos metros de distância de onde Serra cumprimentava eleitores.

Sobre a intenção do PT de processá-lo por conta dessas declarações, o parlamentar disse considerar a ameaça "ridícula". Mais cedo, afirmara que "o PT que está nervoso".

"Comigo não"

Questionado se o PSDB mandou diminuir as críticas, Índio da Costa afirma que ninguém falou nada com ele - "Comigo não" - e diz que foi procurado por revista colombiana para falar de PT e Farc.

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