Índios afirmam ter ouvido helicóptero da FAB cair em RR

Aeronave com quatro passageiros desapareceu há mais de 40 horas na reserva indígena Yanomami

Loide Gomes, Especial para O Estado

08 Abril 2011 | 13h55

BOA VISTA - Índios yanomami afirmam ter ouvido o barulho de um avião caindo a aproximadamente três horas de caminhada da aldeia Alto Mucajaí, em Roraima. Desde o início da noite de quarta-feira, 6, um helicóptero com cinco pessoas a bordo está desaparecido na reserva Yanomami.

O local apontado pelos indígenas coincide com o ponto de onde o helicóptero emitiu sinal de emergência, que indica queda ou pouso forçado, às 18h17 de quarta-feira, a 140 quilômetros a oeste de Boa Vista, cerca de 50 minutos de voo.

Segundo Dário Yanomami, que coordena as ações de saúde da Hutukara Associação Yanomami, em Boa Vista, a informação foi repassada por radiofonia para a entidade. Hoje pela manhã, um indígena chamado Abelardo e mais uma pessoa se embrenharam na mata para tentar localizar o helicóptero. "Eles ainda não encontraram nada, mas já repassamos essa informação ao Exército", afirmou.

A FAB informou que tem colhido informações com todas as entidades que atuam na reserva indígena, mas não sabe se esse comunicado dos indígenas foi checado pelo Serviço de Busca e Salvamento da Força Aérea, que desde esta quinta-feira, 7, sobrevoa a região com duas aeronaves.

Buscas. O helicóptero Esquilo AS 55, de matrícula PT-HNA, está desaparecido há mais de quarenta horas na reserva indígena Yanomami, em Roraima. As buscas foram retomadas nesta sexta-feira, 8, mas até o início da tarde nada havia sido encontrado. O trabalho é realizado por dois aviões do Serviço de Busca e Salvamento da Força Aérea Brasileira (FAB) e também por terra, mas a área é de difícil acesso, numa região serrana da floresta amazônica.

O helicóptero decolou da base do Exército de Surucucu às 17h40 (horário local) de quarta-feira, mas desapareceu a 140 quilômetros a oeste de Boa Vista, quando emitiu sinal de emergência, que indica queda ou pouso forçado.

A aeronave transportava um funcionário civil da Comissão de Aeroportos da Amazônia, ferido em acidente com uma retroescavadeira. A suspeita é que Antônio José de Melo teria sofrido traumatismo craniano. Também estavam na aeronave pilotada por Alberto Farias, o médico do Exército Oswaldo Nogueira da Silva, o enfermeiro João Júnior e o mecânico José Galvão.

Até agora, as autoridades encarregadas do socorro não emitiram nenhum comunicado oficial sobre o resgate. A JVC Aerotaxi, dona do helicóptero, também não se manifestou sobre o caso. A empresa evita detalhes sobre a vida dos passageiros e tripulantes, mas afirma que presta auxílio a seus familiares. O médico Oswaldo Nogueira servia em Roraima há pouco tempo. Ele chegou ao Estado em fevereiro e estava há poucos dias em Surucucu.

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