Indonésia adia execução de 11 presos

Brasileiro Rodrigo Gularte, de 42 anos, estaria entre eles; na terça, o governo indonésio suspendeu a transferência de cinco detentos

O Estado de S. Paulo

18 de fevereiro de 2015 | 23h48

O Gabinete da Procuradoria-Geral da Indonésia decidiu adiar a execução de 11 presos, prevista para o fim deste mês, segundo o jornal Jakarta Globe. O brasileiro Rodrigo Gularte, de 42 anos, estaria entre eles. Na terça-feira, o governo indonésio suspendeu a transferência de cinco detentos para a prisão em que deverão ser executados. O adiamento atende a pedidos de autoridades para que passassem mais tempo com suas famílias. 

A Austrália pressiona a Indonésia sobre a execução de dois australianos presos por tráfico de drogas. Uma campanha vem sendo realizada para salvar a vida de Myuran Sukumaran, de 33 anos, e Andrew Chan, de 31, que estão entre os próximos prisioneiros a serem fuzilados. 

Nesta quarta, 18, o primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, disse que a Indonésia deve se lembrar da importante ajuda que recebeu da Austrália depois de um tsunami devastar a região, em 2014. Segundo Abbott, o país se sentiria “gravemente desiludido” se as execuções prosseguissem apesar da assistência de 1 bilhão de dólares australianos que foi dada à Indonésia após o desastre que matou centenas de milhares de pessoas. 

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Armanatha Nasir, disse que espera que a declaração de Abbott não “reflita a verdadeira opinião dos australianos”. “Ameaças não fazem parte da linguagem diplomática e ninguém responde bem a elas”, afirmou.

O governo indonésio, porém, continua a negar os pedidos de clemência e afirma que os australianos serão executados. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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