Bay Ismoyo/AFP/Getty Images
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Indonésia confirma que 10 prisioneiros serão executados

País, que aguarda a finalização dos preparativos, recusa pedidos de clemência e cria tensão diplomática com a Austrália e o Brasil  

Agências internacionais

26 de fevereiro de 2015 | 13h10

Atualizada às 19h11

JACARTA - O procurador-geral da Indonésia, HM Prasetyo, anunciou nesta quarta-feira, 25, em entrevista ao jornal britânico The Guardian que dez prisioneiros no país enfrentarão o pelotão de fuzilamento na próxima rodada de execuções na Ilha de Nusa Kambangan, na província de Java Central, em data a ser definida. Os listados são: Mary Jane Fiesta Veloso (Filipinas), Serge Areski Atlaoui (França), Martin Anderson Alias Belo (Gana), Raheem Agbaje Salami (Nigéria), Rodrigo Gularte (Brasil), Myuran Sukumaran (Austrália), Andrew Chan (Austrália), Zainal Abidin (Indonésia) e Silvester Obikwe (Nigéria)

O problema é que, segundo The Guardian, na lista estão ao menos três detentos com casos ainda não totalmente resolvidos nos tribunais, como o brasileiro Rodrigo Gularte - que aguarda um segundo diagnóstico sobre a sua saúde mental - e os australianos Andrew Chan e Myuran Sukumaran. 

"Quando todos os preparativos estiverem prontos, vamos executá-los imediatamente", disse Prasetyo ao jornal britânico.

Quatro condenados por tráfico de drogas já foram transferidos para Nusa Kambangan: os dois australianos, a filipina Mary Jane Fiesta Veloso e o nigeriano Raheem Agbaje Salami. Já Gularte tem esquizofrenia, o que fez o procurador-geral concordar que ele deveria ser retirado da ilha para um exame mais completo antes de ser executado. 

O ministro das Relações Exteriores da Austrália, Julie Bishop, apelou ao presidente da Indonésia, Joko Widodo, para pedir clemência a Chan e Sukumaran e expressou seu desapontamento pela rejeição do último pedido legal.

O líder indonésio negou clemência a 11 condenados por tráfico de drogas, incluindo dois brasileiros, um deles (Marco Archer) já executado, e australianos, o que aumentou a tensão diplomática.

Agora, a Indonésia está se preparando para executar nove infratores da rígida legislação antidrogas do país, mas não está claro quem são os 10 condenados citados por Prasetyo.

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