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Indonésia confirma que executará condenados a partir das 14 horas

Rodrigo Gularte está entre os nove detidos por tráfico de drogas; fuzilamento deverá ocorrer na ilha Nusakambangan

O Estado de S. Paulo

28 de abril de 2015 | 12h14


O governo da Indonésia confirmou nesta terça-feira, 28, que executará nove condenados à morte por narcotráfico depois das 14 horas. No grupo, está o brasileiro Rodrigo Gularte. "A execução dos nove condenados será levada a cabo depois da meia-noite (horário local ou 14 horas no Brasil)", disse procurador-geral Muhamad Prasetyo.

Os familiares dos condenados se despediram dos parentes nesta terça. A prima de Rodrigo Gularte, Angelita Muxfeldt, foi até a ilha Nusakambangan, onde conversou com ele.

Em entrevista à TV Globo, Angelita disse que o primo está calmo, mas não sabe o que deve acontecer. 


De acordo com informações do Itamaraty, Gularte demonstra sinais de esquizofrenia há anos. No dia 19, um diplomata brasileiro entregou uma carta ao diretor da penitenciária Pssar Putih, na Indonésia, pedindo a transferência dele para um hospital psiquiátrico na cidade de Yogyarta.

As visitas do filhos da filipina Mary Jane, Mark Darren, de 6 anos, e Mark Danielle, de 12, foram as mais comoventes. “Se mamãe não voltar para casa, só pensem que estou no céu”, disse Mary Jane ao se despedir.

O caso. Gularte foi preso em 2004 ao tentar entrar no país asiático com 6 quilos de cocaína escondidos em uma prancha de surfe. A expectativa era de que a execução do brasileiro fosse pelo menos adiada - a exemplo do que aconteceu com o francês Serge Atlaoui, de 51 anos, que terá um último recurso analisado, segundo a imprensa internacional, por força das ameaças da diplomacia francesa. Um indonésio será executado em seu lugar - mas não se descarta fuzilar o europeu à parte futuramente./COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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