Bay Ismoyo/AFP
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'Indonésios decentes' entendem revolta, diz líder da Austrália

Primeiro-ministro Tony Abbot criticou nesta sexta-feira as execuções durante a visita do embaixador de Jacarta à capital Camberra

O Estado de S. Paulo

01 Maio 2015 | 14h29

SYDNEY - O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, disse nesta sexta-feira, 1º, que "indonésios decentes" entendem a revolta dos australianos com relação à execução de dois traficantes de drogas condenados. A declaração de Abbott se deu no contexto da visita do embaixador de Jacarta a Camberra, onde o visitante se compadeceu pelas famílias de Andrew Chan e Myuran Sukumaran.

Aos comentários se seguiu a declaração do embaixador Nadjib Riphat Kesoema sobre a tensão criada na relação entre os países vizinhos pelas execuções.

"O povo e o governo da Indonésia expressa seus sentimentos às famílias e amigos dos falecidos," disse Kesoema.

Abbot chamou de volta ao país o embaixador australiano na Indonésia, Paul Gibson, em protesto contra as execuções de Sukumaran e Chan, que enfrentaram um pelotão de fuzilamento, pouco depois da meia-noite de quarta-feira, 29, junto com outros seis condenados por tráfico de drogas de vários países, incluindo o brasileiro Rodrigo Gularte.

"É um sinal de que pessoas decentes na Indonésia compreendem a raiva que os australianos sentem por essas mortes cruéis e desnecessárias e é um sinal de que, eventualmente, uma forte amizade entre Austrália e Indonésia pode ser retomada", disse Abbott.

As execuções em massa cimentam o reforço na adoção da pena de morte pelo presidente Joko Widodo após sua posse em julho de 2014, prejudicando relações diplomáticas com vários países.

A família de Chan retornou a Sydney nesta sexta-feira, mas o corpo ainda está para ser liberado por um necrotério em Jacarta./REUTERS

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