Indústria será o setor mais afetado se Minas adotar racionamento

Estado definiu critérios para a contenção no consumo de água; agricultura poderá ter corte de 25% nas captações para irrigação

Leonardo Augusto , Especial para O Estado

26 Março 2015 | 17h20

BELO HORIZONTE - O setor industrial de Minas Gerais será o mais prejudicado se o Estado tiver que adotar medidas de contenção no consumo de água por causa da crise hídrica. Norma divulgada  nesta quinta-feira, 26, pelo governo mineiro prevê corte de 30% no volume diário outorgado para a produção industrial caso seja necessária a adoção de racionamento. 

Em segundo lugar entre os setores mais afetados ficaria a agricultura, com redução de 25% nas captações para irrigação. Já a água para o consumo humano e abastecimento voltado para animais seriam reduzidos em 20%.

Para análise sobre a possibilidade de implantação do racionamento, serão adotados como critérios a vazão dos cursos d'água e o armazenamento dos reservatórios. A partir desses dados, pode-se ou não declarar escassez de água e, então, colocar em vigor os porcentuais de redução do fornecimento pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável informou que a decisão sobre os porcentuais foi tomada no âmbito do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, que conta com a participação de empresários dos setores industrial e agrícola. Ainda conforme a secretaria, os porcentuais levaram em conta estudo feitos pela Agência Nacional de Águas (ANA) e o Instituto Mineiro de Gestão de Águas (Igam) em bacias hidrográficas que abastecem Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

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