Inferno em torno do estádio

Carta 19.901 Em dias de jogo, as ruas e calçadas em torno do estádio do Morumbi são tomadas por ambulantes que instalam barracas, cadeiras e mesas, prejudicando o fluxo do trânsito. Os moradores têm de deixar o terraço da casa fechado para não sentir o cheiro de churrasquinho, pernil e lingüiça. Prefeitura, PM e CET não fiscalizam nem multam os ambulantes e os donos dos carros estacionados na calçada e em guias rebaixadas. Se ligo no 156, tenho de detalhar o caso, e ouço apenas a resposta burocrática de que a queixa será analisada ?em 30 dias?. Num jogo do Corinthians (carta de 9/6), além disso tocaram samba até 2 horas. OSWALDO GALVÃO Morumbi A Sub Butantã responde: "Revogamos os termos de permissão de uso e os 64 comerciantes que tinham essa licença não mais podem atuar no local. Segundo publicado no Diário Oficial do Município de 19/3, a proibição vale em todas as instâncias, não cabendo recurso. A Sub Butantã, a PM, a GCM, a CET, as delegacias do entorno e a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras estão envolvidas no processo, portanto não haverá mais espaço para esses comerciantes se instalarem no entorno do estádio. Nas fiscalizações, fechamos e lacramos 23 estacionamentos irregulares; 7 têm n.º de lote mas funcionavam sem licença, sendo enquadrados e autuados. Os outros 16 funcionavam em terrenos invadidos, sem conhecimento dos donos. A queixa sobre o excesso de barulho já foi encaminhada ao Psiu, que é o órgão responsável para esse tipo de ocorrência." Carta 19.902 A antes chique Augusta Moro na Bela Vista, perto da Consolação, e quando caminho pelas calçadas do bairro rumo ao trabalho ou à avenida, para pegar ônibus, enfrento buracos, pedras e lixo. Nas Ruas Augusta, Frei Caneca, D. Antônia de Queiroz e outras de grande fluxo de pedestres, as calçadas são quebradas pelos comerciantes para obras ou por carros que entram nas garagens ou abastecem as lojas. Ninguém as conserta; se o fazem, é com remendos de restos de cimento das obras. Os garis fazem limpeza periódica, mas não dão conta da má-educação de quem joga lixo na rua ou atira sacos de lixo na calçada, em vez de colocá-los nos recipientes. Moradores de rua dividem o espaço com restos de comida jogados na terra onde antes havia plantas, mortas pela depredação. As fachadas das lojas da Augusta, pichadas e quebradas, não são reparadas ou pintadas há décadas, e o visual foi poluído pelos ?gatos? dos ladrões de eletricidade. A região, que já foi uma vitrine da cidade, está abandonada. Se reclamo, a resposta é sempre a mesma: ?seu pedido foi enviado ao responsável, por favor aguarde? - mas nada muda. PAULO H. QUINTANA Bela Vista A Sub Sé responde: "Agradeço a preocupação, mas discordo que a região central esteja abandonada, pois temos feito muito pela melhoria e conservação dos espaços públicos. A manutenção das calçadas é de responsabilidade do dono do imóvel; quando alguma irregularidade é detectada, a subprefeitura notifica e cobra providências do responsável, que, se não cuidar da calçada no prazo previsto na notificação, pode ser multado. Em junho, notificamos 444 imóveis. Se o leitor quiser apontar alguma irregularidade, pode enviar queixa a gabinetese@prefeitura.sp.gov.br. A limpeza da Bela Vista é diária; todas as ruas são varridas, e as de maior circulação são varridas até 3 vezes/dia (exceto onde há feiras livres). As ruas são lavadas sempre que é preciso, mas para que o trabalho de limpeza seja percebido, a população deve colaborar, não jogando lixo na rua e depositando o lixo domiciliar no máximo 2 horas antes do caminhão coletor passar na rua." AMAURI LUIZ PASTORELLO Subprefeito da Sé O leitor agradece a resposta, mas comenta que mora na Bela Vista há 1 ano, ?e as calçadas continuam do mesmo jeito desde que cheguei?. O bairro é histórico, fiz ele, mas os palacetes foram transformados em cortiços, e a degradação ?salta aos olhos de quem passa e ali vive?. Quanto à Rua Augusta, rua ?da moda para quem freqüenta a vida noturna da cidade?, não seria fundamental haver um projeto de reestruturação e de responsabilização de quem não cuida do passeio, do lixo e das fachadas? O leitor encerra: "Convido sua equipe a fazer uma breve caminhada pela Frei Caneca, lado centro. A calçada do supermercado Compre Bem, quase esq. de Peixoto Gomide, é uma vergonha. E a quem for cadeirante ou idoso, recomendo não andar pela Rua d. Antônia de Queiroz, pois a caminhada pode acabar em queda." Correspondência para São Paulo Reclama: e-mails para spreclama.estado@grupoestado.com.br; cartas para Av. Eng.º Caetano Álvares, 55, 6.º, CEP 02598-900 ou fax 3856-2929, com nome, end., RG e tel., a/c de CECILIA THOMPSON, podendo ser resumidas a critério do jornal. Cartas sem esses dados não serão consideradas. As respostas não publicadas serão enviadas pelo correio.

O Estadao de S.Paulo

30 Agosto 2008 | 00h00

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