Infiltração pode ter causado queda de marquise que matou estudante

A infiltração de água provocada pelas fortes chuvas dos últimos dias pode ter sido a causa do desabamento de uma marquise da Universidade Estadual de Londrina (UEL) na tarde de domingo. O acidente, ocorrido pouco antes da abertura do 26.º Congresso Brasileiro de Zoologia, matou o estudante mineiro João César Eugênio de Boscoli Rios, de 21 anos, da Universidade de São Paulo (USP), e feriu 22 pessoas. Onze pessoas continuem internadas, três delas em estado grave. Dois estudantes - Claire Clara Borges Jézéquel e João Paulo Basso Alves, ambos matriculados na USP de Ribeirão Preto - tiveram uma das pernas amputada, mas o estado deles é considerado satisfatório. O corpo de Rios foi trasladado num avião do governo do Paraná esta tarde para Araxá (MG), onde sua família reside, e deverá ser cremado nesta terça-feira, atendendo a um pedido do estudante. A avaliação inicial da causa do acidente foi feita pelo perito do Instituto de Criminalística Luís Noboru, que notou diversos pontos de infiltração na laje do anfiteatro onde os estudantes estavam se credenciando para o congresso. A perícia, no entanto, somente deverá estar concluída dentro de 10 dias. A reitora da UEL, Lygia Pupatto, determinou também uma sindicância. O projeto de construção do anfiteatro - mais novo edifício do campus, concluído em 1999 - está sendo examinado por uma comissão de especialistas. O trabalho será acompanhado pela seção local do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura e pelo governo do Estado. "Não havia indícios aparentes de qualquer problema estrutural no prédio", garantiu a reitora. O resgate das vítimas do desabamento durou cerca de duas horas e os bombeiros tiveram o apoio de dezenas de voluntários - estudantes assim como as vítimas, que vasculharam o campus da UEL para encontrar as vigas de madeira necessárias para sustentar a estrutura de concreto e permitir a remoção das vítimas.

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