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Informações de Geleião desvendam crimes do PCC

A polícia está procurando 100 quilos de dinamite que estariam enterrados numa cidade próxima a Campinas. O explosivo teria sido roubado em fevereiro de um carregamento de quase 200 quilos e seria utilizado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) numa seqüência de explosões e atentados que começou no Fórum João Mendes e continuaria em prédios públicos da capital. O promotor Roberto Porto, que acompanha desde o início a apuração sobre o PCC realizada pelo Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), acredita que com as informações reveladas à polícia, por José Márcio Felício, o Geleião, será possível tirar o explosivo das mãos dos bandidos. "As indicações são boas e estamos esclarecendo mais crimes praticados."O Deic informou nesta quarta-feira que, pelo organograma do PCC, os líderes atuais são Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, Júlio Cesar Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, e Sandro Henrique Silva Santos, o Gulu. Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, é um dos principais financiadores do PCC. O advogado Abrahão Samuel dos Reis, é acusado de comprar cocaína para o PCC. Os 16 "pilotos" que mandavam nos presídios e determinavam quem morreria ou seria extorquido tem os apelidos de Fantasminha, Marcos Psicopata, General, Bilica, Diu, Baianão, Giló, Santista, Facca, Nirlei, Baiano, Manga, Zildo, Magaiver, Andrezão e Du. Todos serão levados do Deic para a Penitenciária de Presidente Bernardes.Com a delação de Geleião, foi possível esclarecer os atentados nos Fóruns de Vicente de Carvalho, Osasco, Guaianases, Praça João Mendes e Barra Funda e contra a Secretaria da Administração Penitenciária, a policiais militares em Higienópolis, à Associação dos Agentes Penitenciários e a funcionários da Penitenciária de Avaré. "Com os atentados, Geleião disse que pretendia mostrar para juízes, promotores, autoridades policiais e do sistema carcerário que o PCC era forte e todos deveriam ter medo da organização", informou o delegado Ruy Ferraz Fontes.Na briga entre os chefes do PCC, 12 pessoas foram assassinadas. Entre as vítimas estão o PM Simão Queiroz, morto em Campinas; o agente penitenciário Carlos Alberto de Oliveira Júnior, filho do diretor da Penitenciária de Guarulhos; a tesoureira do PCC, Lizandra Silva, que desviou R$ 80 mil; a advogada Ana Olivatto, ex-mulher de Marcola, e o advogado Joanim Del Santi. Geleião negou que o PCC tenha feito qualquer acordo com o Comando Vermelho, organização criminosa fluminense.

Agencia Estado,

28 de novembro de 2002 | 04h23

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