Informações sobre atrasos de vôos serão centralizadas

O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, disse nesta quarta-feira, 22, que o governo e as companhias aéreas vão "melhorar a forma de informar os usuários" sobre eventuais atrasos nos aeroportos de todo o País. Ele reconheceu que desde o início da crise nos aeroportos "está havendo um desencontro de informações", o que tem prejudicado a comunicação com os passageiros. Zuanzzi disse o objetivo é centralizar melhor as informações no gabinete de crise instaurado no Rio de Janeiro, para que a mesma informação seja passada para a Infraero, os balcões de check-in das empresas e até mesmo os pilotos dos aviões. A decisão foi anunciada durante reunião entre representantes da Anac, empresas aéreas e autoridades aeronáuticas.Segundo o diretor da Anac, o remanejamento de horários de vôos começaram a ser discutidos nesta quarta com as empresas regulares, mas só serão definitivos depois que companhias analisarem suas possibilidades de mudança. "Uma malha aérea é algo complexo e para se adequar horários às capacidades ociosas dos aeroportos é preciso ajustar os negócios (das empresas)", afirmou Zuanazzi.Já o representante do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas(Snea), Paulo Castelo Branco, que também participou da reunião, disse que as companhias não pretendem reduzir o número de vôos, mas estão abertas a fazer "o possível" para readequar horários. "Sempre existe possibilidade de melhorar. Mas temos que deixar claro que em determinados horários, que acabam sendo de pico, existe uma demanda muito forte dos usuários, que não podem ser simplesmente encerrados", afirmou Castelo Branco. Na próxima terça-feira, a diretoria da Anac, pretende se reunir com empresas aéreas para tratar especificamente dos vôos fretados. "Se há um processo de ajuste (de horários) temos que incluir o fretamento nessas discussões", afirmou Zuanazzi, acrescentando que a agência não pretende acabar com os vôos charter, mas definir horários em que haja menos ocupação nos aeroportos para suas operações.Corte de vôosA questão sobre a redistribuição dos vôos ao longo do dia para desconcentrar os horários de pico nos aeroportos, especialmente entre 7h e 9h30 e 17h e 19h30 foi levantada na terça-feira pelo comandante do Departamento de Controle de Tráfego Aéreo (Decea), Paulo Roberto Vilarinho. São nesses horários que, dizem as autoridades, aumentam os atrasos por causa da necessidade de espaçamento de pousos e decolagens dos aviões regulares.Na operação do sistema de proteção ao vôo, segundo Vilarinho, a Aeronáutica estuda o descongestionamento da rota Belo Horizonte-Brasília e vai repassar parte da vigilância aérea, que está concentrada no Cindacta-1, da capital federal, para o centro de controle de Recife. A parte monitorada pelo controle de Cuiabá será repassada ao Cindacta-4 (Manaus).Segundo o Comando da Aeronáutica, a outra providência de longo prazo adotada diz respeito à formação de novos controladores. Em vez de formar os atuais 160 controladores por ano, as escolas da Aeronáutica têm um plano para formar até 360 profissionais a partir do ano que vem.As empresas argumentam que a redução do número de vôos no horário de pico poderá deixar ?passageiros no chão?, mesmo que esses vôos sejam transferidos para horários fora do pico. ?O passageiro de negócios, que voa no horário de pico, não vai voar no meio do dia?, diz Castelo Branco.

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