Infraero: 14,6% dos vôos tem atraso superior a uma hora

Os atrasos em vôos nos aeroportos do País mostram estabilidade nesta terça-feira, 20, após dois dias de caos. Até o início desta noite, o porcentual de vôos atrasados oscilou de 14,1% a 16,1%. Segundo boletim divulgado pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), da zero hora até as 18 horas, 14,6% dos vôos foram afetados por atrasos. Conforme a estatal que administra os aeroportos, a Infraero, dos 1.353 vôos programados, 197 saíram com mais de uma hora de atraso. Os porcentuais mostrados ao longo desta terça-feira mostram uma amenização na situação do sistema aéreo, diante dos últimos dois dias, quando os índices de atrasos passaram de 30%, e reacenderam a possibilidade de um novo caos aéreo.Por volta das 18 horas, segundo o site da Infraero, o Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, apresentava seis vôos afetados por atrasos. De acordo com a Infraero, durante a terça-feira, dos 242 vôos programados no terminal aeroportuário paulista, 24 saíram foram do horário (9,9%). O Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, registrava onze vôos fora do horário.No Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, cerca de oito vôos tinham atrasos. Segundo a Infraero, ao longo desta terça, no aeroporto da capital federal de 90 vôos programados, onze tiveram atrasos (12,2%).No Rio de Janeiro, o Aeroporto Santos Dumont verificava oito atrasos. Ainda no Rio, o Aeroporto Tom Jobim (Galeão) não mostrava o quadro de vôos e, portanto, não era possível verificar possíveis atrasos. Causas da paneO Ministério da Defesa emitiu nota oficial na na segunda-feira, 19, explicando as causas para os atrasos que começaram no domingo, 18. Segundo o comunicado, as fortes chuvas na capital paulista obrigaram o Aeroporto de Congonhas a fechar por aproximadamente duas horas, das 7 às 9 horas. Ainda no mesmo dia, às 10h06, o sistema de processamento de plano de vôos do Centro de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta-1) teria sofrido uma falha de operação. "Para preservação da segurança, até que o sistema fosse plenamente recuperado, foi necessário que os tráfegos fossem espaçados, inicialmente em 30 minutos, sendo esse tempo reduzido gradativamente", afirmou o Ministério da Defesa.Por volta das 15 horas uma queda de energia no Aeroporto de Brasília causou uma degradação dos sistemas da torre para o controle dos planos de vôo, somando-se assim aos outros dois motivos apresentados.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a apuração imediata e rigorosa das causas do ocorrido com vistas à tomada das ações necessárias.

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