Infraero admite existência de aviões "fantasmas" nos radares

O presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeronáutica (Infraero), brigadeiro José Carlos Pereira, admitiu nesta terça-feira a existência de problemas nos radares de Brasília que, devido às falhas, podem criar "aviões fantasmas". Em audiência pública no Congresso, o brigadeiro explicou que estes "fantasmas" são criados quando as nuvens estão sobrecarregadas ou quando há sobreposição de áreas sobre os radares. De acordo com Pereira, 1% das aeronaves visualizadas pelos operadores seriam "fantasmas", diz o Jornal Nacional, da TV Globo.Segundo o brigadeiro, o setor enfrenta problemas também de insuficiência no número de controladores de vôo. Dos 67 aeroportos administrados pela Infraero, 20 operaram com controladores civis durante a crise. Ele informa que seriam necessários R$ 600 milhões para modernizar a Aeronáutica. Embora sejam funcionários da empresa, todos são subordinados ao comando da Aeronáutica, responsável pelo controle do espaço aéreo. "Não há risco para a segurança de vôo, mas estamos no limite", disse o brigadeiro. No início de 2007, 40 novos controladores começarão o curso de formação. Mas, segundo o presidente da Infraero, eles só poderão começar a trabalhar em março de 2008.O brigadeiro Ramón Borges Cardoso, que representou, na audiência pública, o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), brigadeiro Luiz Carlos Bueno, afirmou que o Centro de Controle Aéreo de Brasília (Cindacta-1) já opera dentro da normalidade. "Ainda não é o ideal, pois o ideal é que qualquer aeronave possa voar em qualquer horário, mas a situação está-se normalizando", disse o militar. Colaborou Bruno Tavares

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