Infraero culpa controladores e demanda excessiva pela crise

A evolução excessiva da demanda e a mobilização dos controladores de vôo após o acidente entre o Boeing da Gol e o Legacy - que matou 154 pessoas em 29 de setembro -, foram os fatores principais da pior crise da aviação civil brasileira, que começou em 2006. Essa é a visão que a Infraero inseriu no relatório de administração que abre a divulgação de suas demonstrações financeiras de 2006 divulgadas nesta sexta-feira no Diário Oficial da União.Segundo a Infraero, a crise começou com o movimento dos controladores de tráfego, ligados ao departamento de Controle de Espaço Aéreo (Decea) do Comando da Aeronáutica, que após o acidente exigiram melhorias no sistema, visando mais investimentos. Os aeroportos sofreram com essa crise associada à excessiva demanda de passageiros em seus terminais, que cresceu o dobro do PIB no período. Como os vôos não conseguiram vagas no espaço aéreo, os atrasos foram inevitáveis.A empresa informa que, visando minimizar os impactos da crise, adotou diversas medidas de contingência, como a divulgação intensiva de vôos em atraso, publicação de relatório periódico para a imprensa, reforço das equipes operacionais nos aeroportos afetados e participação no recém formado Gabinete de Administração da Crise e no grupo de trabalho criado para diagnosticar os problemas e propor soluções.Para a Infraero, a crise foi ainda mais aguda no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que por operar próximo de seu limite máximo tem pouca tolerância a "eventuais ineficiências do sistema". Como o aumento da demanda somou-se aos problemas na pista principal do aeroporto, especialmente de drenagem, "foram imprescindíveis as restrições ao atendimento do fluxo de aeronaves em vários momentos, causando atrasos no vôos."

Agencia Estado,

23 de março de 2007 | 12h10

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