Infraero dependeria do Estado mesmo privatizada, diz Gaudenzi

Presidente da Infraero defende abertura de capital da estatal, que se tornaria como é a Petrobras

Agência Brasil,

25 de novembro de 2008 | 17h33

O presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Sergio Gaudenzi, reafirmou nesta terça-feira, 25, que é contra a proposta de privatização dos aeroportos do País. Durante audiência pública na Comissão de Orçamento e Finanças da Câmara dos Deputados, Gaudenzi disse que a privatização transformaria a Infraero em uma verdadeira autarquia, totalmente dependente de recursos da União.  Ele ressaltou que sempre foi a favor da abertura de capitais da Infraero, como um todo, por uma questão simples: "Temos 67 aeroportos. Dez ou 12 são rentáveis, outros dez se equilibram e mais de 40 que são deficitários. No momento em que privatizar, é evidente que serão vendidos os rentáveis. Na hora em que saírem da rede, não teremos como atender os outros e, aí, vamos virar uma autarquia realmente." Para Gaudenzi, a melhor idéia é transformar a Infraero em uma empresa como a Petrobras, em que o governo tem a maioria das ações, mas a gestão é compartilhada com os demais acionistas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.