Infraero faz acordo com Exército para terraplanagem de Guarulhos

A companhia estatal que administra os aeroportos do país, Infraero, anunciou nesta terça-feira que assinou acordo com o Exército para obras de terraplanagem necessárias para a expansão do aeroporto internacional de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.

REUTERS

17 de maio de 2011 | 13h20

O aeroporto, um dos principais portões de entrada para turistas internacionais que visitarão o país durante os eventos da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, terá um terceiro terminal de passageiros que deverá ser construído após o término da terraplanagem. As obras de preparação do terreno devem durar até 28 meses, com liberações parciais de trechos das obras.

Segundo a Infraero, as obras para o recebimento do terceiro terminal e de novo pátio para aeronaves vão consumir 417 milhões de reais em investimentos. Com as novas instalações, a capacidade do aeroporto vai subir de 20,5 milhões de passageiros por ano para 35 milhões.

O investimento total previsto para a Copa de 2014 no aeroporto é de 1,219 bilhão de reais, segundo a estatal.

Segundo a assessoria de imprensa da Infraero em Guarulhos, atualmente o Exército mantém um canteiro de obras no aeroporto para obras de pistas de taxiamento e está na fase de preparação da logística para iniciar o trabalho de terraplanagem do novo terminal.

No início deste mês, o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, afirmou que o governo terá um diagnóstico sobre a viabilidade econômica da concessão dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Campinas (SP) em 30 a 60 dias.

A falta de estrutura dos principais aeroportos do país, somada ao aumento do número de passageiros, é uma das principais preocupações para a realização da Copa e das Olimpíadas. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o número de passageiros nos aeroportos brasileiros em 2010 foi 23,5 por cento maior que em 2009.

Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado em abril apontou que 9 dos 13 aeroportos brasileiros que receberão investimentos para a Copa de 2014 não ficarão prontos para o torneio, situação que é apontada pela Fifa como um dos maiores gargalos para realização do Mundial.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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