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Infraero não opinou sobre volta de conexões a Congonhas

Decisão foi divulgada na 2ª por Nelson Jobim e afrouxa medidas de segurança tomadas após o acidente da TAM

Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo,

22 de janeiro de 2008 | 21h08

O presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, evitou polemizar sobre a decisão anunciada na segunda-feira, 21, pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, que voltou a autorizar escalas, conexões e vôos charter no Aeroporto de Congonhas. O Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) tinha proibido os vôos desde o acidente da TAM, que deixou 199 mortos no dia 17 de julho de 2007. "Eu não participei da decisão do recuo, porque isso não é da Infraero, mas, seguramente, o ministro examinou todos os aspectos sazonais", afirmou Gaudenzi, em entrevista no Planalto. Gaudenzi disse ainda que estão em "bom andamento" as obras nos aeroportos e que 90,7% delas estão dentro do prazo de execução previstos. Na entrevista, o presidente da Infraero criticou a pesquisa publicada pela revista norte-americana Forbes que apontou o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, como o último no ranking de pontualidade em seus vôos, no mundo, classificando-a como duvidosa. "Nós temos no Brasil um conjunto de excelentes aeroportos. Seguramente nós temos no Brasil aeroportos superiores a muitos grandes aeroportos no exterior. Foi uma avaliação altamente duvidosa", declarou Gaudenzi, em entrevista no Planalto, onde participou da cerimônia de balanço do PAC. Na opinião de Gaudenzi, este tipo de avaliação de atraso de vôo pode servir muito melhor para a empresa. "Para aeroporto nós devíamos avaliar pela facilidade em embarque e desembarque, pela segurança no aeroporto, pelas áreas que o aeroporto oferece para os passageiros. Essa deveria ser a avaliação do aeroporto", desabafou. Os dados publicados na revista Forbes, foram apresentados na semana passada, baseado em um levantamento do site FlighStats, que registrou os minutos de atraso nos pousos e decolagens em todos os aeroportos do mundo. De acordo com a pesquisa, o segundo lugar em atrasos foi para o aeroporto internacional de Pequim, e o terceiro e quarto, respectivamente, para os aeroportos de Cumbica e de Congonhas, em São Paulo.

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