Infraero pode reduzir pista de Congonhas

Idéia é limitar operações a 1.600 m e ganhar área de escape de 340 m

Tânia Monteiro, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2010 | 00h00

O novo presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Sérgio Gaudenzi, admitiu ontem, em entrevista ao Estado, que estuda a idéia de os pilotos usarem uma área menor da pista principal para aterrissar no Aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo. A idéia é utilizar, por exemplo, só 1.600 dos 1.940 metros, deixando os outros 340 metros como área de escape. Essa é uma sugestão que já foi apresentada pela Aeronáutica. A solução, na opinião de especialistas, poderia aumentar a segurança da pista. Gaudenzi admite a discussão sobre o assunto porque, na sua avaliação, Congonhas tem de ser submetido a uma rigorosa limitação de peso - o que permitiria encurtar a área de pouso.Gaudenzi participa amanhã de uma vistoria nos principais aeroportos de São Paulo, ao lado do ministro da Defesa, Nelson Jobim. Ele disse que o Aeroporto de Viracopos (Campinas) será mais uma alternativa para os passageiros que estarão sendo transferidos de Congonhas para Guarulhos. Se preciso, pode ser instalado em Viracopos um terminal de passageiros com material pré-moldado. A seguir, trechos da entrevista:CONGONHAS"É importante que ali haja uma forte limitação de peso. Vamos estudar isso. Com menos peso, precisa de menos pista. Há várias formas de ter área de escape, e essa redução da pista é uma delas. Isso dá maior segurança já que os vôos serão programados para pistas menores. Se (as empresas) quiserem maior peso, maior carga, devem ir pousar em Guarulhos."OBRAS EM CUMBICA"Faremos tudo que pudermos para antecipar. O que puder ser feito fora das férias (de verão), vamos fazer." OUTROS AEROPORTOS"O ministro me deu quatro semanas para apresentar um diagnóstico. Mas tem coisas que precisam ser trabalhadas com o tráfego aéreo e com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Os aeroportos do Galeão (Rio) e de Confins (Belo Horizonte) estão subutilizados. Além das questões de São Paulo, que vamos verificar este fim de semana, já sabemos que Vitória tem um aeroporto problemático. E Brasília precisa urgentemente de outro terminal.DESCONFORTO"O passageiro precisa de mais conforto no atendimento porque ele está pagando caro pelo serviço. Tem de ter mais gente das companhias no atendimento e dando informações. A gente vê que tem 20 guichês, mas só 3 funcionam. Os passageiros não podem continuar a ter de chegar até 4 horas antes do embarque, permanecendo horas em filas imensas. Não podem ficar sentados no chão das salas de embarque."POLTRONAS"Sou alto e tento só viajar no corredor. Tem hora em que a gente não consegue ler um jornal. Não tenho nada contra o lucro, mas as empresas têm de prestar um serviço melhor."

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