Infraero retira equipamentos de segurança de aeroporto

O Aeroporto de São José dos Campos, a 100 quilômetros de São Paulo, está funcionando sem raio X nem detector de metais. Os equipamentos foram retirados nesta semana pela Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), sob a alegação de que, apesar de internacionalizado, "trata-se de um aeroporto doméstico". A explicação consta de nota emitida pelo diretor de Operações do aeroporto, Adélcio Enéas Peres.A empresa ainda argumenta que a legislação atual não obriga à utilização dos equipamentos e afirma que a decisão não é provisória. Segundo a Infraero, os aparelhos foram remanejados para o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, por onde circulam mais de mil passageiros por dia. "Por aqui passam 85 passageiros", justificou Peres. Questionado sobre que tipo de segurança será oferecida a partir de agora, o diretor informou que a Polícia Federal e a Polícia Civil serão acionadas sempre que for necessário.O delegado da PF Reinaldo Boarim, porém, acredita que a retirada dos equipamentos pode facilitar o tráfico de drogas e armas. "O marginal pode sair daqui com quilos de cocaína e descer em São Paulo em 20 minutos."Para Boarim, a medida é preocupante. "Não se podem descartar assaltos em aviões. Esses equipamentos representam prevenção de crimes." Segundo ele, na próxima semana a PF deve ter reunião com a direção da Infraero para instalar uma base da PF no aeroporto.Entre os funcionários, a reação também foi negativa. "A segurança é primordial", afirmou a representante da Rio-Sul no Vale do Paraíba, Nazira de Souza Madureira.Os equipamentos haviam sido instalados em São José dos Campos em 1997, quando uma bomba matou o empresário Fernando Caldeira de Moura em um Fokker 100 da TAM.

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